por
LUÍS NAVES
China humilhada durante as etapas europeias
Protestos pró-tibetanos obrigaram os organizadores dos Jogos Olímpicos a abreviarem a exibição da tocha olímpica, em Paris, e a levá-la dentro de um autocarro até ao fim do percurso. A chama apagou-se entre duas e cinco vezes, conforme as versões.
Estas manifestações repetiram incidentes, na véspera, em Londres, mas na capital francesa foram mais tumultuosos. Os manifestantes pró-Tibete impediram o avanço dos corredores que transportavam a tocha e a confusão levou os organizadores à desistência. A opinião pública chinesa teve acesso a informação sobre os incidentes, apresentados como "actos de sabotagem".
No local de partida, junto à Torre Eiffel, era evidente que a estafeta de exibição seria difícil. A organização Repórteres Sem Fronteiras (cujos activistas efectuaram o primeiro protesto, na própria cerimónia em que a chama foi acesa), colocaram uma bandeira de protesto na torre, a qual teve de ser retirada pelos bombeiros.
As autoridades francesas reservaram à exibição da tocha olímpica uma segurança de alto nível. No entanto, apesar dos três mil polícias, a passagem da chama por Paris foi interrompida diversas vezes por manifestantes que tentavam agarrar a tocha das mãos dos atletas que a transportavam. Pelo menos duas pessoas quase conseguiram e muitas foram derrubadas pela polícia. Houve detenções e centenas de pessoas mostraram bandeiras do Tibete e assobiaram à passagem do cortejo.
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