por
NUNO MADUREIRA
Director adjunto do site 'maisfutebol'
Após uma semana complicada, que levou para o Bessa o espectro da despromoção, por efeito do "Apito Dourado", o Boavista completou sem derrotas o ciclo de jogos em casa com os grandes. Os boavisteiros falharam um penálti, mas escaparam ilesos, na segunda parte, ao massacre de um Benfica confiante, rematador, mas sem pontaria. E um fantástico Peter Jehle cobrou com juros os seis golos sofridos na Luz, na primeira volta.
Após dez minutos de domínio estéril do Benfica, que repetia o onze que iniciara o jogo com o Paços, bombas sucessivas de Petit e Nuno Gomes obrigaram Jehle a brilhar. O Boavista respondeu com duas ameaças de Mateus e Jorge Ribeiro, que logo depois estiveram no (primeiro) momento-chave do jogo: o médio lançou o internacional angolano, que deixou Nélson nas covas antes de ser abalroado por Edcarlos em plena área. Penalty evidente, que Jorge Ribeiro não aproveitou, permitindo a Quim ficar com a bola nas mãos.
Jaime Pacheco, suspenso, sofria no camarote: o desperdício era um rombo no moral da equipa que viu o Benfica acentuar a pressão. Nuno Gomes, bem desmarcado na área por Cardozo, atirou por cima, antes de duas cabeçadas do paraguaio voltarem a assustar Jehle.
Se, até aí, o Boavista ainda conseguira responder a espaços, na segunda parte só deu Benfica e Jehle foi multiplicando proezas perante Cardozo, Rui Costa e companhia. Com a entrada de Di María a pressão encarnada tornou-se asfixiante. Já depois de Moisés substiuir o seu guarda-redes sobre a linha, a cabeçada de Nuno Gomes, Rissut viu o vermelho por entrada duríssima sobre Rui Costa e o jogo estacionou de vez na área boavisteira. Lucílio Baptista ignorou dois pedidos de penálti (por falta de Mateus e por mão de Angulo), Edcarlos cabeceou à trave nos descontos, selando uma noite em que, decididamente, o Benfica parecia condenado a não marcar. No fim, como tanta tensão já fazia adivinhar, os ânimos exaltados desaguaram em incidentes no túnel.|
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