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DN é o menos prejudicado em queda generalizada dos jornais

por

MARIA JOÃO ESPADINHA  

'Diário de Notícias' vendeu, em média diária em 2007, cerca de 36 mil exemplares

O Diário de Notícias vendeu no ano passado, em média, 36 237 jornais diários, praticamente o mesmo que em 2006, quando a média foi 36 558 (ligeira quebra de 0,8%, 321 jornais/dia). Travou assim uma tendência de queda que se verificava desde 2000, segundo os números da circulação paga (venda em banca, assinaturas e outros acordos pagos), do relatório da Associação Portuguesa de Controlo de Tiragens (APCT) ontem divulgados .

O DN é o jornal que menos cai no sector dos diários generalistas, que regista uma queda generalizada, com excepção do Correio da Manhã. O outro diário de referência, o Público, do grupo Sonae, sofreu uma queda de 5,4%, vendendo em 2007 quase menos 2500 jornais por dia que em 2006, sendo a segunda maior descida do sector. A maior descida nas vendas foi registada pelo 24horas, que caiu 13,6%, para menos de 36 mil exemplares - em 2006, a média diária era cerca de 41 mil unidades. Em terceiro lugar das quedas fica o Jornal de Notícias, do grupo Controlinveste (a que pertencem o DN e o 24horas) que, com uma média diária de cerca de 91 800 exemplares, perdeu 3,8% de compradores - no ano anterior, vendia 95 460 unidades. No total dos cinco diários generalistas (DN, JN, 24horas, Público e Correio da Manhã), foram vendidos 323 mil exemplares, menos 8616 unidades que no ano anterior. O Correio da Manhã, o único jornal a subir, teve mais 3,0% de vendas, estando agora nos 115 361 exemplares. Porém, 2007 não foi o melhor ano do diário da Cofina, que em 2004 obteve resultados superiores - vendeu, em média diária, 115 943 exemplares. Aliás, se compararmos os resultados dos últimos três meses de 2007 com o trimestre anterior, o Correio da Manhã cai 10,2%.

Em relação ao DN, a comparação dos últimos três meses de 2007 (Outubro, Novembro e Dezembro) com o trimestre anterior (Julho, Agosto e Setembro) registou uma queda de 6,7%, enquanto a comparação com o período homólogo (último trimestre de 2006), é de menos 11,9%. O que se justifica perante as fortes campanhas de marketing : a oferta de livros no Verão e a campanha de regresso à escola no ano passado; a colecção de medalhas Grandes Figuras Portuguesas em 2006.

Já o Público cai 5% entre o 3.º e o 4.º trimestres de 2006 e 8,6% no período homólogo.


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