por
PEDRO VILELA MARQUES e RITA CARVALHO
Para cada dificuldade haverá uma solução, disse ontem a ministra
A ministra da Educação garantiu ontem em conferência de imprensa que a avaliação do desempenho dos sete mil professores, contratados ou em fase de progressão na carreira, vai ficar finalizada este ano. As declarações acontecem apenas um dia depois de o Ministério ter mostrado abertura às reivindicações dos sindicatos, ao anunciar que vão ser encontradas alternativas para as escolas que não estejam em condições de avançar com o processo.
"A avaliação de desempenho não está adiada, suspensa e não será adiada nem suspensa", começou por esclarecer Maria de Lurdes Rodrigues, contrariando as aspirações dos sindicatos, que continuam a defender a suspensão do processo de avaliação. A ministra, que esteve reunida durante a tarde com o Conselho Nacional de Escolas para discutir o assunto, acrescentou ainda que para tornar exequível a avaliação podem ser simplificados os procedimentos.
A dispensa da observação de aulas dos professores em avaliação poderá ser uma das medidas encontradas pelas escolas para simplificar o processo avaliativo e assim permitir que este se concretize, mesmo sem serem cumpridos todos os requisitos da lei. Aliás, este foi o único exemplo que a ministra apresentou para ilustrar o que diz ser a "simplificação de procedimentos e a definição de calendários" que as escolas devem traçar de modo a permitir que a avaliação aconteça até ao final deste ano.
Frisando que "as escolas trabalham a ritmos diferentes", Maria de Lurdes Rodrigues sublinhou que estas devem apresentar as suas dificuldades ao Ministério, que depois as avaliará. "As escolas devem reportar-nos as suas dificuldades. E para cada dificuldade haverá uma solução", disse a ministra, escusando-se a concretizar que medidas poderão ser encontradas.
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