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QUEM É O HOMEM QUE MATOU JOHN LENNON?

por

NUNO CARVALHO  

Cinema. Chega hoje aos ecrãs portugueses o filme 'Capítulo 27 - O Assassinato de John Lennon', de J. P. Schaefer. Com o papel de Mark Chapman, o assassino de Lennon, entregue a Jared Leto, o filme é um olhar interior pela mente perturbada de um admirador do ex-Beatle nos três dias que antecederam a sua morte

O filme tenta entrar na mente de Mark Chapman

Mark David Chapman, o homem que chamou a atenção do mundo ao assassinar John Lennon na noite de 8 de Dezembro de 1980, à porta do Dakota, encontra-se ainda hoje recluso na Attica State Prison, em Nova Iorque, tendo visto ser-lhe negada por quatro vezes a liberdade condicional, apesar de já terem vencido 20 anos da pena a que foi condenado. Todavia, Chapman talvez pudesse ter evitado pena tão pesada se tivesse invocado a insanidade como responsável pelo seu acto. Mas decidiu não o fazer, contrariando mesmo os conselhos da defesa. No entanto, sinais na sua personalidade e percurso de vida apontam para um possível caso de esquizofrenia. É evidente que sofrer de esquizofrenia não significa ser-se um assassino, nem Mark Chap-man era propriamente um psicopata típico. Mas apresentava sinais de sociopatia, como fica bem demonstrado em Capítulo 27, filme de estreia de J. P. Schaefer, nomeadamente no retrato que faz da sua incapacidade relacional.

Chapman era muito provavelmente um psicótico. Sofria de diversos tipos de delírio, tais como os de grandeza quase messiânica, possível compensação psíquica para a sua profunda falta de amor--próprio e para o seu enorme complexo de inferioridade. Habitavam-no raivas antigas, principalmente em relação ao pai, que ele não suportara ver tratar mal a mãe durante a infância. Em consequência desse trauma, retirou-se progressivamente para um mundo interior de fantasia. Na escola foi vítima de bullying por não ser bom atleta. Em adolescente, tinha os Beatles como banda favorita, era cristão e distribuía excertos da Bíblia. Trabalhou num campo de férias e era muito popular entre as crianças.

Mais tarde, foi despedido de vários empregos, abandonou os estudos universitários e desenvolveu uma depressão associada a sentimentos de culpa por ter traído a namorada. Trabalhou como vigilante, tendo abandonado a casa dos pais após uma discussão. Em 1977, fez uma tentativa falhada de suicídio, foi hospitalizado por doença mental, tendo depois trabalhado no próprio hospital. Muitos daqueles que melhor o conheceram ao longo da vida achavam-no uma boa pessoa. O livro de J. D. Salinger À Espera no Centeio(ver caixa) exerceu sobre si uma influência profunda, ao ponto de quase assumir a identidade do protagonista, um adolescente de 16 anos que passa uns dias em Nova Iorque, confuso e impreparado para o mundo, depois de abandonar o colégio interno que frequentava. O mencionado "capítulo 27" do título do filme foi aquele que Chapman quis acrescentar ao livro (composto por 26).


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