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"Deus pode ajudar jovens a evitar perigos morais"

 

Testemunhas de Jeová. Fiéis reúnem-se até amanhã no Estádio Nacional

Munidos de cadeiras de praia, chapéus de sol e farnéis, famílias inteiras rumaram ontem ao Estádio Nacional, em Lisboa, para "procurar orientação e conselho" no primeiro dia do Congresso de Distrito das Testemunhas de Jeová, onde já estavam 12 mil pessoas. Desde ontem e até amanhã, as Testemunhas de Jeová estão reunidas no Jamor para serem "Guiados pelo Espírito de Deus". "Viemos assistir ao Congresso para fortalecer o nosso espírito e a nossa crença e também para procurar orientações que nos ajudem a enfrentar os tempos difíceis que vivemos", explicou à Lusa Luís Filipe, de 32 anos, natural de Lisboa.

Apesar de ser uma religião que impõe limites ao consumo excessivo de álcool e "noitadas", muitos jovens Testemunhas de Jeová saem à noite, bebem e divertem-se como qualquer outro adolescente. Mas com limites. "Consideramos que os jovens, que muitas vezes têm uma atitude irreverente e gostam de experimentar coisas novas, precisam de orientação segura e confiamos que a Bíblia contém essa orientação", disse José Alberto Catarino, membro da organização. As Testemunhas de Jeová, explicou, acreditam que a orientação de Deus pode ajudar os jovens a "evitar muitos perigos morais e espirituais encontrados nos anos da juventude".

"Ninguém precisa de provar um prato envenenado ou com bolor para perceber que estão estragados e que têm efeitos nefastos para a saúde", sublinhou José Alberto Catarino. Da mesma maneira, frisou, os jovens "não precisam experimentar o álcool, a droga ou outras coisas que possam prejudicá-los".

Pedro Silva tem 22 anos e foi um dos muitos jovens Testemunhas que ontem estiveram no Jamor. "Saio à noite muitas vezes para beber um copo, só que sempre com limites. Não bebo em excesso para ficar de consciência tranquila", disse. Pedro diz que "já fez vida de lá fora" (ou seja, de quem não está ligado a estes limites da religião) e que várias vezes sentiu "falta de poder fazer o que os outros adolescentes da sua idade fazem". Sublinha, porém, que "agora é diferente" e que se sente "bem melhor".


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