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ROBERTO DORES
Furtos. Os camiões com depósitos com 500 e 1000 litros de gasóleo são os alvos preferidos, mas já há roubos em automóveis ligeiros. O esquema estende-se a várias zonas do País, segundo a polícia. A informação sobre a venda a um euro por litro passa boca a boca e circula em grupos restritos
Polícia investiga, mas ainda não chegou ao negócio
A PSP e a GNR estão a investigar várias zonas do País onde o negócio da venda de combustível roubado tem disparado nos últimos meses. Fontes policiais confirmaram ao DN existirem vários grupos de indivíduos, sobretudo entre os 16 e os 25 anos, que se dedicam a furtar gasóleo e gasolina para posterior venda no mercado negro ao preço de um euro por litro - o preço médio ronda 1,4 e 1,5 euros, respectivamente. As autoridades já identificaram vários indivíduos pela prática do roubo de combustível, mas admitem que não vai ser fácil apanhar os delinquentes em flagrante na comercialização.
A Área Metropolitana de Lisboa é apontada como sendo a zona privilegiada para este novo negócio, que já representa uma enorme dor de cabeça para as empresas de camionagem As autoridades reconhecem que o maior obstáculo à investigação passa por perceber em que locais se processam as vendas, embora admitam que indivíduos se instalem em quintais e garagens. Já a "promoção" é feita boca a boca, resumindo-se o negócio a um ciclo restrito de pessoas conhecidas. O objectivo é diluir ao máximo a possibilidade de virem a cair nas malhas da lei.
"Quem trafica droga também não tem um letreiro a anunciar. Aqui deverá passar-se a mesma coisa. A notícia vai passando e os compradores, que também estão a cometer um crime, lá sabem", explica fonte policial, referindo que os camiões com depósitos entre os 500 e os mil litros são os principais alvos, embora o constante aumento do preço dos combustíveis também tenha tornado as viaturas ligeiras apetecíveis.
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