por
LUÍS FILIPE RODRIGUES
Grande estreia com The National, Spiritualized e Vampire Weekend
Ao contrário de outros eventos, o Optimus Alive!08 é claramente um festival de música, e isso fica patente logo à entrada do recinto, onde uma banda anima os presentes no pórtico principal. Ou seja, enquanto outros festivais pretendem mimetizar centros comerciais e proporcionar entretenimento para toda a família, este espera atrair os melómanos através de um cartaz invulgar, sem paralelo a nível nacional.
Porém, além de um conjunto de bandas capazes de agradar aos mais diversos públicos, o Optimus Alive!08 conta também com várias propostas para além da música. Seja através da colaboração com o Instituto Gulbenkian da Ciência ou de exposições dedicadas ao artista plástico português Sam, importa sublinhar a vocação artística do evento. Esta ideia inovadora foi introduzida aquando da primeira edição, e continua este ano.
Mas é inegável que são os concertos que trazem o público ao Passeio Marítimo de Algés, e esses começaram pelas 17.00, com a actuação dos Kalashnikov no Palco Optimus. Ao longo de 30 minutos, a banda de Jel alternou o seu metal belicista com divertidos apartes, ora elogiando o regime chinês, ora tornando público o seu apoio ao candidato presidencial norte-americano John McCain.
A primeira grande actuação da tarde, contudo, começou pelas 18.45, na Tenda Metro On Stage. Os Vampire Weekend, um dos nomes mais aguardados do cartaz, apresentaram a sua pop independente de influência africana perante um espaço que não era grande o suficiente para albergar todo o público que pretendia admirar as novas coqueluches do rock norte- -americano.
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