por
ALFREDO TEIXEIRA
Melgaço. Animais apareceram mortos em Mourim
É a segunda chacina de cavalos este mês. PJ investiga crimes
A morte a tiro de mais cinco cavalos de raça garrana verificada há duas semanas em Mourim, concelho de Melgaço, está a ser investigada pela Polícia Judiciária. Os animais, abatidos com disparos de caçadeira a curta distância, foram transportados para Viana do Castelo onde foram analisados e autopsiados por um veterinário à ordem do processo ordenado pelo Ministério Público. É o segundo caso em poucas semanas: no início de Junho dez garranos foram chacinados, igualmente a tiro de caçadeira, em Paredes de Coura, também no Alto Minho.
De acordo com Pedro Alarcão, um naturalista residente em Melgaço que se dedica à investigação de alcateias de lobos na zona, os cavalos são, geralmente, mortos por proprietários de terrenos agrícolas. "Os garranos saltam os muros e comem as produções agrícolas, milho, hortícolas ou pastos, o que os deixa furiosos", sublinha.
Na sua opinião, o assassínio de garranos é, não só um crime contra a natureza, mas também, um contra-senso. "Os donos dos terrenos deveriam prender os animais, chamar o dono e pedir uma indemnização, o que não acontece se os matarem", acentua. Pedro Alarcão, que utiliza o cavalo de raça garrana na empresa de turismo de montanha que possui na zona, sublinha que, além das mortes a tiro, não tem havido envenenamentos, como sucedia outrora.
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