por
Luís Filipe Menezes
presidente do PSD
Em 28 de Setembro de 2007 fui eleito líder do PSD, com confortável maioria absoluta. Assumi funções num grande e importante partido político, mas que havia deixado de ser uma real alternativa do ponto de vista das condições de acesso ao poder.
Administrativamente desorganizado, tecnicamente impreparado, financeiramente exangue, afastado da sociedade, sem iniciativa política, sem pensamento estratégico inteligível. Este estado pré-comatoso teve a sua génese na segunda metade do "cavaquismo" e aprofundou-se, progressivamente, ao longo da última década.
Com sedes partidárias fechadas em todo o País, com uma máquina central de funcionários diligentes mas desmotivados, sem quadros técnicos que suportem a produção programática, com quadros políticos gerados no século passado - uns com currículo mas envelhecidos, outros, jovens mas sem afirmação profissional, muitos outros saudosos do tempo em que as suas carreiras foram construídas não com trabalho e militância mas sim à sombra da figura tutelar de um líder forte, ou, pior, viciados no conforto de uma atitude passiva que alimenta as mordomias de um pântano central de interesses -, o PSD estava paralisado.
Foi com esta realidade que tive que lidar e que acreditei poder transformar. Foi conceptualizada uma profunda transformação, ancorada, simbolicamente, na transferência da sede nacional do bunker majestático de S. Caetano à Lapa para um moderno edifício da Avenida da Liberdade, no "coração" de Lisboa. Dez andares, com visibilidade orgulhosa para milhares de portugueses, com instalações dignas para os órgãos nacionais do partido, para as organizações autónomas das mulheres, trabalhadores e jovens social-democratas, onde se fixaria, também, o Instituto Sá Carneiro e o Grupo Parlamentar.
Paralelamente estava a ser articulado o recrutamento de um alargado e qualificado staff técnico de apoio ao trabalho político do quotidiano.
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