Como ficou a saber do caso do português José Mestre?
O canal de televisão Discovery fez um programa especial com ele e convidou-me, a mim e a outro cirurgião, para analisarmos o caso. Foram eles que, primeiro, me mostraram fotografias do José e que, depois, o trouxeram a Londres.
Qual foi a primeira impressão?
As fotografias eram chocantes. Também me trouxeram scans e angiogramas para que, com a minha equipa, pudesse fazer um diagnóstico e escolher o tratamento mais adequado. Nesta fase, pensei que talvez pudéssemos cortar a pele, entre a lesão e o osso. Mas ele não tem muita pele normal por isso ficaria praticamente sem pele na cara. Depois, teríamos duas opções: ou faríamos um transplante de pele de outra parte do seu corpo (seria pele com cor e textura diferente e com menos mobilidade, estaríamos a substituir uma anormalidade por outra) ou faríamos um transplante de face, usando a cara de alguém que morreu (mas isso pode implicar uma espera de meses ou anos).
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