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Consumidor não será "obrigado" a pagar saco plástico das compras

por

RITA CARVALHO  

O consumidor não será penalizado pela aquisição de sacos plásticos nos supermercados. A garantia foi dada ontem pelo Governo que não afasta, contudo, a hipótese de os sacos virem a ter um custo, tal como já acontece nalgumas superfícies comerciais. Mas nestes casos terá de ser sempre dada alternativa ao cidadão: usar um saco de papel robusto ou de pano, ou trazê-lo de casa, reutilizando-o.

O secretário de Estado do Ambiente reconheceu contudo, ontem, que a proposta de cobrança de cinco cêntimos por cada saco de compras consumido nas grandes superfícies esteve em cima da mesa. E que até chegou a ser alvo de um anteprojecto de lei dado a consultar aos parceiros. Mas foi uma hipótese já posta de lado, assegurou Humberto Rosa. A solução para o problema das cerca de duas mil toneladas de plástico utilizadas anualmente pelos portugueses ainda não foi encontrada. Poderá passar, por exemplo, por um consenso entre os operadores para que encontrem um preço mínimo e arranjem alternativas ao consumidor.

A cobrança de uma taxa ecológica foi contestada pelos operadores, noticiou ontem o jornal Público. Os responsáveis pela colocação deste produto no mercado alegam que já pagam um ecovalor (ponto verde) pelas embalagens e que este valor é entregue à Sociedade Ponto Verde para custear a recolha e a reciclagem.

No entanto, o argumento da duplicação da taxa é uma falsa questão, considera a Quercus. Isto porque o ponto verde é pago pelos operadores para promover o encaminhamento do saco para a reciclagem quando chega a hora de o deitar no lixo e não para desincentivar o consumo do mesmo. "São duas questões completamente diferentes", afirmou Pedro Carteiro. Além disso, acrescenta a Quercus, no caso dos sacos plásticos isso nem sequer se aplica. "Eles são oferecidos, o cidadão não os paga. O custo é suportado pelo distribuidor que os oferece aos clientes".

O mesmo argumento foi utilizado pela Sociedade Ponto Verde, empresa responsável pela recolha e reciclagem de embalagens. Ao DN Luís Veiga Martins explicou que o ponto verde não tem nada a ver com a taxa que poderá ser cobrada na caixa do supermercado. São políticas completamente diferentes. "O ponto verde não serve para regular o consumo."|


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