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FRANCISCO ALMEIDA LEITE
O PS está de volta ao seu estatuto de partido no limiar da maioria absoluta nas intenções de voto dos portugueses. De 36,9% no mês passado, o partido liderado por José Sócrates salta para os 43,8%, um score que, a realizarem-se eleições legislativas neste momento, lhe conferia a maioria dos deputados na Assembleia da República. O PSD de Luís Filipe Menezes, depois de ter tido 35,9% há um mês (a um ponto do PS, um empate técnico, na prática), cai agora para os 31,5%, um resultado que é o segundo melhor do partido em mais de um ano. Ou seja, é preciso recuar até Julho de 2006, quando o PSD teve 31,9%, para encontrar um resultado superior ainda sob a liderança de Luís Marques Mendes.
De resto, a subida do PS de Sócrates - num período em que a presidência portuguesa da União Europeia concluiu o acordo para o Tratado de Lisboa - é feita sobretudo à custa do PSD, mas também do PCP e do Bloco de Esquerda, que caem todos no barómetro da Marktest para o DN e a TSF. Os sociais-democratas perdem 4,4%, os comunistas 3,3% e os bloquistas exactamente um por cento. Surpreendente é a subida do CDS/PP, que passa de 2,9% para 4,5%, com Paulo Portas a ter a maior subida entre os líderes partidários. Portas sobre sete pontos, mas ainda está com 22 pontos negativos. O CDS retoma, registe-se, uma tendência de subida que vinha desde Julho e que só foi interrompida pela queda abrupta na última sondagem publicada no DN.
O regresso do PS a uma boa performance tem também tradução no desempenho dos membros do Governo. Todos sobem, mesmo os campeões da impopularidade (Maria de Lurdes Rodrigues e António Correia de Campos, respectivamente ministros da Educação e da Saúde), à excepção de Mário Lino, ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, que tem uma variação negativa de 3%. Quiçá por causa da polémica da Ota versus Alcochete, Mário Lino tem 17 pontos percentuais negativos.
Neste campo, no top da popularidade está o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. Empurrado pelo acordo do Tratado de Lisboa, que será assinado dia 13 de Dezembro em Lisboa. O texto foi objecto de consenso na Conferência Intergovernamental dos dias 18 e 19 de Outubro, em Lisboa, e este estudo da Marktest decorreu de dia 20 a 23. Portanto, Luís Amado - embora já fosse de longe o ministro mais popular em estudos anteriores, como de resto acontece com todos os MNE - dá um salto de 23 pontos positivos para 35 e deixa o segundo mais popular, Nuno Severiano Teixeira, a 13 pontos de distância.
Nas figuras políticas, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, continua à frente, destacado, com 58% de aprovação positiva. E a subir.|
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