por
LEONOR MATIAS
Os céus europeus estão a ficar saturados e as companhias low cost são as principais responsáveis. A denúncia foi feita esta semana pela Germanwings, uma companhia de baixo custo alemã, que num estudo conclui que "existem poucas rotas por cobrir" no Velho Continente. Se até há pouco tempo, as companhias regulares eram o principal alvo das low cost, agora a luta é entre elas próprias.
Actualmente, as companhias aéreas de baixo custo operam em 261 aeroportos, com mais de 1748 conexões e 25 686 frequências semanais, transportando 126 milhões de passageiros, valores que, quando comparados com dados de 1996, revelam o crescimento exponencial registado neste período. Andreas Engel, director das relações internacionais da Germanwings, considera que o mercado se caracteriza por uma elevada competitividade, com uma agressiva guerra de preços, em que também participam as companhias regulares.
As low cost estão a apostar cada vez mais na qualidade, com o objectivo de ganhar novos passageiros, sobretudo no segmento dos negócios. Algumas companhias estão já a realizar pequenas adaptações nos seus aparelhos para captar os homens de negócios, criando uma nova classe - business. Este segmento é já responsável por 42% das reservas, seguido das viagens em férias, com 24%, e os city-breaks, com 16%.
O estudo refere que o mercado está em fase de consolidação, e o futuro passa pela harmonização dos modelos de rede ponto a ponto. A easyJet, Vueling , Clickair e Air Berlin deram o mote e avançaram para novas formas de distribuição, até agora muito concentrada naInternet. As principais low cost colocaram os assentos dos seus aviões no sistema de distribuição nas agências de viagens, com o objectivo de comercializar voos de negócios e viagens de empresas. Outra forma de rentabilizar o negócio é associar à oferta produtos como quartos de hotéis e aluguer de viaturas.
A Germanwings considera que algumas low cost não vão sobreviver.|
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