por
MANUEL CARLOS FREIRE
Dois terços dos portugueses consideram que a ida de agentes da PSP às instalações de um sindicato na Covilhã, nas vésperas da visita do primeiro-ministro, representou uma interferência no direito de manifestação dos organizadores do protesto.
De acordo com uma sondagem da Marktest para o DN e a TSF, 67% dos portugueses entendem que os dois polícias extravasaram as suas responsabilidades ao questionarem previamente os dirigentes sindicais sobre a forma como iriam realizar, no dia seguinte, a acção de protesto contra as políticas de José Sócrates. Só 19% entendem não ter havido qualquer obstáculo ao direito de manifestação dos sindicalistas.
A pergunta colocada pela Marktest foi: "A oposição insurgiu- -se contra o facto de dois agentes da PSP terem entrado nas instalações de um sindicato dos professores na Covilhã onde se preparava uma manifestação por ocasião de uma visita do primeiro-ministro José Sócrates. Em sua opinião, este caso pode ser considerado um obstáculo ao direito à manifestação, ou não?"
O caso ocorreu no passado dia 9 deste mês, no quadro da iniciativa europeia "Regresso à Escola", em que José Sócrates voltou à Escola Secundária Frei Heitor Pinto. A sua chegada foi marcada pelos apupos e palavras de ordem de dezenas de manifestantes contra as políticas de educação do Governo.
Questionado sobre a acção da PSP da Covilhã, e perante o coro de críticas da oposição, Sócrates disse ter dúvidas que a visita à sede do Sindicato dos Professores da Região Centro naquela cidade correspondesse a uma intromissão no direito de manifestação.
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