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No Reino Unido, onde vive, a maioria da população nunca ouviu sequer falar dele. Mas, para a comunidade muçulmana, o nome Sami Yusuf é sinónimo de pop com mensagem religiosa. O seu primeiro disco, lançado em Julho de 2003 e intitulado Al-Mu'allim (O Professor), vendeu um milhão de cópias. Hoje à noite, na Wembley Arena, de Londres, será ele a grande vedeta do concerto beneficente pela paz no Darfur.
"Devoto muçulmano praticante", como se apresenta no seu website (www.samiyusuf.com), Yusuf tem abordado na sua música temáticas de carácter social e humanitário. No entanto, e apesar das sonoridades tradicionais que utiliza e do modo como canta (em árabe e inglês), não agrada a todos os crentes, havendo mesmo quem considere que os valores espirituais do Islão e os concertos pop à ocidental não combinam.
Descendente de uma família azeri com tradições musicais, Sami Yusuf nasceu em Teerão, a capital do Irão, em Julho de 1980, e foi viver para o Reino Unido ainda criança. Aprendeu a tocar vários instrumentos com o pai, cedo demonstrando grande interesse no canto e na composição. Acabou por estudar na Royal Academy of Music, de Londres, embora tenha ponderado a hipótese de se matricular em Direito porque queria fazer algo pelo Islão.
Em 2003, com Al-Mu'allim, saiu do anonimato e depressa se transformou num fenómeno musical do mundo muçulmano. Seguiu-se o álbum My Ummah, em Setembro de 2005, com videoclips como o de Hasbi Rabbi, disponível no YouTube, a contribuir para a divulgação da sua música pela Internet. O terceiro álbum é aguardado ainda este ano.
Além dos concertos em numerosos países (do Reino Unido aos EUA, Bósnia-Herzegovina, Arábia Saudita, Sudão, Alemanha, Suécia, Turquia ou Iémen), Yusuf - que há dois anos casou com uma alemã convertida à sua fé -, fundou a editora e produtora musical Awakening e passou um ano no Egipto para completar os seus estudos islâmicos. |
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