por
ALEXANDRA MACHADO
Filipe Jardim. Por trás deste nome ninguém imaginaria que está o filho de um dos principais banqueiros portugueses. É o filho (homem) mais novo de Jardim Gonçalves, que sempre tentou passar despercebido. Os amigos falam mesmo em discrição e da necessidade que era visível nele de "singrar sozinho".
Por isso, com amigos de infância e adolescência entrou no mundo dos negócios. Começou o curso de Gestão numa Universidade privada, que não a Católica, como era habitual nos seus irmãos. Logo aí divergiu dos "hábitos" familiares. O irmão mais próximo é o advogado Rodrigo Jardim Gonçalves, que divide escritório com o seu próprio advogado Alves Mendes (que não se encontrou disponível, até ao fecho, para falar ao DN) e com a sua mulher.
Filipe tem 37 anos. O seu negócio mais conhecido foi o restaurante argentino La Paparrucha, na Rua D. Pedro V. O seu ex-sócio Tiago Coelho, que continua gerente do restaurante, garante que Filipe já não tem a ver com a estrutura accionista do La Paparrucha. Filipe, diz ainda, continua seu amigo. Conhecem-se há mais de 15 anos, já que, apurou o DN, moravam na mesma zona de Lisboa. Tiago Coelho começou a trabalhar com Filipe Jardim Gonçalves como empregado, até se tornar seu sócio. Ao DN, Tiago Coelho não quis prestar mais declarações, a mesma atitude, diz, que teve com outros jornais que o contactaram.
Além do La Paparrucha, Filipe teve outros negócios. Pouco visíveis. Talvez um dos outros mais conhecidos foi a companhia de correio expresso Sprint que se diz já não ser sua.
Filipe Jardim Gonçalves sempre quis ser discreto, mas agora salta para as páginas dos jornais, assim como os seus negócios e as vários empresas onde participa, por causa de uma dívida ao BCP - o banco do seu pai - considerada como malparada, ou seja, não possível de reaver pelo banco. Mas Filipe continua com os seus negócios, não se sabe se florescentes ou não.
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