por
PEDRO SOUSA TAVARES
JOSÉ CARLOS CARVALHO-ARQUIVO DN (imagem)
Os alunos dos cursos de científico-humanísticas do secundário vão passar a ser sujeitos obrigatoriamente a "avaliações da oralidade" e da "dimensão prática ou experimental" das suas aprendizagens. Só não se sabe se será já neste ano lectivo ou no seguinte, porque o diploma que prevê estas alterações não o refere. E, apesar das insistentes tentativas do DN, foi impossível obter a informação do Ministério da Educação.
Os professores, aparentemente, também ainda não foram informados: "Ninguém sabe de nada. Não houve nenhuma reunião sobre a matéria", disse ao DN Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). "Racionalmente, não implementariam essas medidas já este ano. Mas não seria a primeira vez que assitiríamos a decisões irracionais", ironizou.
As inovações estão inscritas numa portaria assinada pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, que aguarda ainda publicação em Diário da República, e inserem-se num conjunto de reformas dos currículos tradicionais do secundário. Nomeadamente as que constam do decreto-lei 272/2007.
As provas orais vão abranger os alunos da área de humanísticas e terão um peso significativo nas suas avaliações. A prova terá um peso de 25% na nota de Português e de 30% nas línguas estrangeiras.
A portaria também não refere como será feita esta avaliação. Em relação aos alunos que se apresentem a exame final ou de equivalência à frequência, já existe legislação anterior que prevê que as orais sejam feitas perante um júri, ficando as prestações gravadas em registo. Quanto à avaliação ao longo do ano lectivo, é previsível que estas provas sejam conduzidas pelo professor, no final de cada período.
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