por
EVA CABRAL
Bem antes da hora marcada para o almoço já alguns militantes das várias secções do PSD tentavam assegurar que a "sua" mesa na Estufa Fria estava o mais perto possível do candidato à liderança laranja.
Homem do Norte, Luís Filipe Menezes tinha à espera em Lisboa uma sala calorosa , de cerca de mais de 800 militantes sociais-democratas desejosos de regressarem aos ambientes de vitória.
Com as bases lisboetas presentes, Menezes chegou ao palco a dizer que "hoje já cheira a PPD/PSD", e a acrescentar que o partido "sempre foi muito intuitivo", aproveitando o clima para dar a tónica de que esta acção de Lisboa concretizava o virar de uma página a seu favor na campanha interna para a liderança marcada para 28 de Setembro.
O candidato chamou a atenção para o facto de em Portugal e na Europa "a democracia representativa estar doente", existindo globalmente "uma desconfiança do cidadão em relação à classe política".
O candidato a líder do PSD frisou que "a política não é para ser feita por gestores sem alma" , acrescentando que todo o partido "tem de fazer um esforço interno de debate. Garantiu que a partir de 28 de Setembro não vai "dar descanso ao PS", considerando ser necessário um tipo de oposição radicalmente distinta da que tem sido feita nos últimos tempos. Menezes considera mesmo que a "popularidade" que José Sócrates ainda tem nas sondagens é o reverso de um PSD cujo líder "não ganhou um único debate parlamentar".
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