por
KÁTIA KATULO E JOSÉ MANUEL OLIVEIRA
MP considera que houve crime. Juiz decide em dez dias
O Ministério Público vai mandar confiscar o carro com que os McCann andaram na sua estada no Algarve e que se tornou central na investigação do caso Maddie por causa dos vestígios detectados no seu interior. Poderão ser feitas novas perícias ao carro que trarão novos elementos de prova a um processo que, ao que parece, ainda terá algumas falhas sobretudo ao nível do ADN encontrado em cabelos, saliva e sangue dentro da bagageira. Sem um corpo de delito o processo falhas, o que poderá ter levado o Procurador Geral da República a anunciar ontem que dentro de dez dias serão feitas "novas diligências", "mecanismos de cooperação internacional adequados e medidas a tomar, designadamente no que respeita à situação dos arguidos".
Além desta medida, será pedida também a lista de pessoas que alugaram o carro antes dos McCann e desde a chegada deles a Portugal - o objectivo será eliminar todas as pistas em relação a outros elementos do grupo de amigos que estavam em Portugal no dia do desaparecimento.
Ontem, um processo de dez caixas foi entregue pela Polícia Judiciária ao Ministério Público de Portimão, e daqui seguiu para um juiz de instrução criminal (JIC). Isto significa que o Ministério Público (MP) entendeu que, no relatório entregue pela Polícia Judiciária, existe matéria para haver acusação contra um ou mais arguidos. "Resta saber se os indícios de crime dizem respeito aos McCann enquanto casal ou só a um deles", explicou ao DN a advogada Ana Coelho.
O DN apurou que Pedro Anjos Frias, transferido do Tribunal da Comarca de Lagos para Portimão é o magistrado que terá a missão de avaliar, até ao final da próxima semana, se as provas são suficientemente fortes para dar razão ao MP, ou então decidir arquivar o processo.
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