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Extremistas não identificados são "um risco para a segurança"

por

CARLA AGUIAR

LUIS FORRA-LUSA (imagem)  

A Polícia Judiciária (PJ) está a acompanhar o caso da destruição do campo de milho transgénico por activistas ambientais, na perspectiva da prevenção de futuros actos de "eco-terrorismo" em Portugal. Fontes daquela instituição manifestaram, no entanto, ao DN, preocupação e alguma perplexidade pelo facto de a GNR de Silves e de Armação de Pêra - que intervieram directamente nos incidentes - não terem recolhido mais elementos de identificação dos activistas envolvidos.

O facto de a esmagadora maioria dos autores do ilícito ser de nacionalidade estrangeira e de não terem sido nem identificados nem levados à esquadra para que lhes fossem tirados retratos fotográficos é considerado um risco para a segurança pela PJ. Por outro lado, dificulta o trabalho da PJ, que tem competência para investigar e prevenir acções de terrorismo, nas suas diversas variantes.

As mesmas fontes sustentam que se esses indivíduos não foram identificados podem andar livremente em Portugal ou voltar para participar em actos semelhantes, ou piores, sem controlo, nomeadamente, pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Outra razão de queixa da PJ está relacionada com o facto de, apesar de os incidentes terem ocorrido no passado dia 17, nem a GNR nem o Ministério Público lhes ter ainda enviado a identificação dos únicos portugueses alvo de identificação.

Ontem, depois de o DN ter noticiado que o apelo a acções de "resistência directa" aos transgénicos foi publicitado e calendarizado no site do GAIA, o grupo responsável pela organização do Ecotopia - o encontro ecologista do qual terão partido os activistas -, a organização negou qualquer envolvimento directo na destruição. Ao DN, a activista Rita Queiroga disse que "o Ecotopia é um espaço democrático e se alguns participantes optaram por acções agressivas, através do movimento Verde Eufémia, a responsabilidade é sua". A alegada espontaneidade contrasta com o grau de organização da acção, que envolveu o aluguer de dois autocarros e de um dia dedicado à preparação da acção de resistência, no dia anterior. O site do GAIA exibia ainda a imagem de um boneco a pisar uma espiga de milho, imagem essa que foi entretanto retirada, bem como os apelos à resistência directa.|


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