por
ANA SUSPIRO
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A EDP está a lançar uma oferta que incentiva a instalação de painéis solares em vivendas, naquela que é a primeira acção de uma campanha que aposta em promover a microgeração ainda só para consumo próprio. A legislação que permite a venda de energia produzida pelos domésticos à rede ainda não está aprovada e só deverá estar em vigor a partir de 2008. Para já, é água quente solar, mas para depois a empresa promete novas acções em outras energias alternativas como a eólica e a fotovoltaica para clientes residenciais, mas também pequenas e médias empresas.
A aposta é um universo de vivendas unifamiliares que, pelo consumo, permitem rentabilizar mais facilmente o investimento. A My Energy está a arrancar agora com contactos personalizados e alguns clientes com o foco no Algarve, mas irá estender-se a todo o País numa segunda fase.
Para além de apostar na eficiência energética, João Martins da Silva, da direcção de marketing corporativo da EDP, assegura que o investimento é rentável a prazo. Mesmo sem contar com o desconto nos equipamentos nem a possibilidade de dedução no IRC de 30% da despesa, o custo da instalação dos painéis, estimado entre os três mil e os seis mil euros, é rentabilizado num prazo de quatro a sete anos, se compararmos com o custo de aquecer a água com gás propano ou butano. E estes são equipamentos que podem durar até 20 anos. Os painéis solares permitem produzir a água quente solar, que substitui outro tipo de energia como o gás ou a própria electricidade. Em média, e em função da exposição solar, é possível aquecer 70 litros de água por pessoa, o que corresponde entre 60% a 80% das necessidades, reduzindo o recurso a outro combustível para o mesmo efeito. Por cada pessoa, recomenda-se a instalação de 0,5 a um metro quadrado de painel.
Apesar das excelentes condições solares, Portugal tem apenas instalados 200 mil metros quadrados de painéis solares, o que representa um valor per capita muito baixo em relação a outros países do Mediterrâneo ou mesmo do centro da Europa.
A recente legislação para a eficiência energética dos edifícios obriga à instalação de painéis nas novas construções a partir de uma certa dimensão, mas para o parque habitacional existente há poucos incentivos, quando comparados com os subsídios praticados em outros países, adianta Martins da Silva, que também aponta o dedo à falta de divulgação.
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