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AP (imagem)
Investigadores norte-americanos criaram uma nova pilha eléctrica capaz de funcionar com sangue ou suor humanos. A pilha assemelha-se a uma simples folha de papel negro, apresentando um importante potencial de aplicações, quer no campo da medicina quer nos transportes e na indústria.
Recorrendo à nanotecnologia, os investigadores do Rensselaer Polytechnic Institute, em Nova Iorque, produziram uma estrutura molecular composta, formada de 90% de celulose e 10% de nanotubos de carbono que funcionam como eléctrodos que permitem a passagem de corrente. A nova pilha é ultraleve, extremamente fina e totalmente flexível.
Outra das características revolucionárias é que a pilha pode funcionar a temperaturas entre os 73 graus centígrados negativos e os 148,9 positivos, uma vez que utiliza como electrólito um líquido ionizado conseguido a partir do sal.
Para além de poder ser impressa como se de papel se tratasse, pode funcionar como uma pilha vulgar de lítio ou como supercondensador que armazena electricidade e ser cortada em várias partes sem perder as suas propriedades ou capacidades técnicas.
"A pilha é sobretudo um pedaço de papel vulgar no qual a estrutura molecular foi reorganizada", sublinha Robert Linhardt, um dos autores do trabalho, publicado nos Anais da Academia Nacional Americana de Ciência (PNAS) no passado dia 13 de Agosto.
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