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"Não há cavaquistas de primeira e de segunda"

por

FRANCISCO ALMEIDA LEITE  

PSD/Madeira tem 5623 militantes e não decidem eleições directas, afirma

Luís Filipe Menezes iniciou ontem uma série de pequenos-almoços com a comunicação social, aproveitando para desmistificar algumas ideias feitas sobre a candidatura do seu adversário nas eleições directas para a liderança do PSD. Desde logo, rejeita que o sector cavaquista esteja com Marques Mendes: "No PSD somos todos cavaquistas, eu próprio fui membro do Governo do prof. Cavaco Silva durante quatro anos e depois fui líder de uma grande distrital com o seu apoio". Mais, segundo o autarca de Gaia, "não há cavaquistas de primeira e de segunda, uns com sangue azul e outros da plebe. Mas atenção que há mais plebe do que aristocratas"...

Para Menezes, a candidatura de Marques Mendes usa os nomes de ex-ministros e de outras figuras próximas de Cavaco Silva, mas nem o mandatário nacional - Alexandre Relvas, director da campanha presidencial - surgiu ainda ao lado do candidato. Por isso dá uma certeza: "Quando eu apresentar o meu mandatário nacional, agora em Agosto, ele irá aparecer ao meu lado".

O candidato à liderança do PSD confirmou que antes de avançar para esta campanha interna avisou Cavaco, porque resolveu fazê-lo com "vários destacados militantes do partido". Sobre a campanha, Luís Filipe Menezes e o seu porta-voz, Ribau Esteves (presidente da Câmara de Ílhavo), quiseram desmentir a ideia de que os militantes da Madeira poderão ser decisivos nestas directas. "Na Madeira há 5.623 militantes, quase tantos como a concelhia de Gaia, dos quais só cerca de mil terão as quotas pagas". Isto num universo de cerca de 140 mil militantes do PSD, o número total, que vai ser alvo de uma campanha de Menezes contra a abstenção interna. "Para ultrapassar a via sacra do pagamento de quotas", disse Ribau Esteves.

Sobre o processo de eleição, Menezes revelou que pediu ao Procurador-Geral da República para se pronunciar sobre o financiamento e a lacuna que existe na lei. E prometeu que, caso seja eleito presidente do PSD, irá apresentar um projecto-lei para regular o que os candidatos em eleições directas para a liderança e para as distritais poderão gastar.


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