por
PAULA SÁ
Poucos dias depois das eleições para a Câmara de Lisboa e da vitória de António Costa, o PS parece ter recuperado o fôlego para uma maioria, essa sim, absoluta. O partido do Governo subiu quatro pontos nas intenções de voto relativamente ao mês anterior, atingindo os 44%. Em Junho, os socialistas tinham dado um tombo na popularidade junto dos portugueses e José Sócrates ainda deu um trambolhão mais valente de 16 pontos. Em Julho, o primeiro-ministro também recupera quatro pontos.
De acordo com os dados do barómetro da Marktest para o DN e a TSF relativos ao mês de Julho, a crise que se adensou à direita do PS após as eleições na capital - um mau resultado para Fernando Negrão pelo PSD e a não eleição de Telmo Correio pelo CDS -, não se reflectiu nas intenções de voto a nível nacional.
O partido de Marques Mendes, que neste momento entrou na corrida das directas para a liderança do PSD, mantém o mesmo resultado do mês anterior, nos 29%. E o de Paulo Portas desce apenas um ponto percentual, para os 6%.
A maior queda, de dois pontos, regista-se no PCP/Verdes, que se fica pelos 8%; enquanto o Bloco de Esquerda fixa o eleitorado nos 9%.
O início da presidência portuguesa da União Europeia, que dá uma visibilidade simpática ao Governo, sobretudo por cruzar assuntos que não sofrem o ataque da oposição, também pode explicar a melhoria de performance do PS neste barómetro e uma certa estagnação nos resultados da oposição.
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