por
HUGO BORDEIRA, Londres
AP-RUI VIEIRA (imagem)
As autoridades britânicas continuam a braços com uma catástrofe natural sem precedentes no Reino Unido nos últimos 60 anos, com várias regiões da Inglaterra ainda submersas e receosas do mau tempo que deverá continuar até sexta-feira. A zona mais afectada até agora é a do condado de Gloucestershire, onde 350 mil pessoas estão na iminência de ficar sem água potável e de terem de enfrentar novas inundações em consequência do transbordo dos rios Tamisa e Severn.
Nos últimos dias, os serviços de emergência não têm tido mãos a medir, já que as chuvas torrenciais afectaram toda a zona das Midlands, com particular incidência em Oxfordshire, Gloucestershire e Bedfordshire. Dezenas de milhares de pessoas ficaram já sem electricidade e a população de Witney teve mesmo de ser evacuada para abrigos temporários
Mas o pior ainda pode estar para vir, uma vez que os serviços de meteorologia referem fortes tempestades para esta madrugada.
Isto mesmo foi reconhecido pelo ministro do Ambiente no Parlamento, tendo Hilary Benn afirmado que a crise ainda estava "longe de estar ultrapassada", repetindo o que um porta-voz da Agência Ambiental já tinha sublinhado também. "Nunca lidámos com nada desta magnitude. O recorde tinha sido estabelecido em 1947, mas, nesta altura, já foi ultrapassado". Mais de dez mil residências foram afectadas e, segundo estimativas das seguradores, os prejuízos poderão ascender a três mil milhões de euros.
Em Gloucester, a central eléctrica ficou submersa e já foi desactivada, pelo que a região está também sem electricidade. Esta é a zona mais afectada da Inglaterra e que o primeiro-ministro Gordon Brown fez questão de sobrevoar ontem de helicóptero para apurar a gravidade da situação, depois de ter anunciado o reforço da ajuda para situações de emergência, como é o caso destas inundações, em mais 300 milhões de euros.
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