por
ISALTINA PADRÃO
VASCO NEVES (magem)
A mulher brasileira que esta semana matou o filho de seis anos na Quinta do Sol - um condomínio fechado em Alenquer -, com uma overdose de medicamentos, encontra-se em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Tires (concelho de Cascais). "Foi hoje [ontem] ouvida no Tribunal de Vila Franca de Xira e é na prisão de Tires que irá aguardar julgamento", informou ao DN fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).
De acordo com a Polícia Judiciária (PJ) e os Bombeiros Voluntários de Alenquer, esta mulher de 36 anos terá dado a Leo (o filho) uma sobredosagem da medicação que ele tomava regularmente para combater a epilepsia - doença de que sofria. Ela própria terá tentado suicidar-se ingerindo o mesmo tipo de medicação, acompanhada com álcool. Uma lavagem ao estômago no Hospital de Vila Franca de Xira salvou-lhe a vida.
O homem com quem Leo e a mãe viviam há cerca de mês e meio contou a um vizinho o que terá levado a esta atitude. O indivíduo terá dito à companheira que estava na altura dela regressar ao Brasil, país onde lhe deu o seu contacto para o caso de ela um dia vir a Portugal. O homem chegou mesmo a comprar duas passagens de avião - para Leo e para a mãe. Isto não terá agradado à mulher que na quinta-feira - antes de cometer o crime - terá enviado uma mensagem de telemóvel ao companheiro, ameaçando suicidar-se.
Mas na Quinta do Sol circulava ontem uma outra versão - a que a mulher terá contado ao ser assistida no hospital. "Parece que ela disse que veio para Portugal porque foi contratada pelo actual companheiro para trabalhar numa casa de alterne que ele tem no Norte e onde trabalham várias brasileiras", contou ao DN um dos vizinhos, acrescentando que, segundo a brasileira, o homem com quem vivia é um ex-jogador de futebol. Isso mesmo foi corroborado ao DN por uma fonte dos Bombeiros de Alenquer que não adiantou mais pormenores.
Na Quinta do Sol, a curiosidade era ontem muita em torno no número 50 - onde residia Leo, a mãe e o recente companheiro. Os carros que entravam e saíam do condomínio abrandavam a marcha, presumivelmente para observar o local da tragédia. O DN apurou, no entanto, que não se registou nenhum movimento junto à moradia desde que, na sexta-feira de manhã, o seu residente saiu com malas de roupa.|
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