por
JOSÈ MANUEL OLIVEIRA
Suspeita-se de pedófilo internacional que não costuma matar vítimas
Se Madeleine McCann foi raptada, na Praia da Luz, por um pedófilo internacional já com cadastro na Europa, conhecido por "El Francês", "ainda está viva", pois ele "não costuma matar crianças". Esta é, pelo menos, a convicção expressa, ontem à tarde, à saída do Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária (PJ), pelo repórter espanhol António Toscano, que se dedica há anos à investigação de crianças desaparecidas.
Depois de vários adiamentos, Toscano, de 36 anos e residente em Valência, deslocou-se ao Algarve, tendo estado reunido, durante cerca de duas horas, com vários inspectores da PJ responsáveis pelo "caso Madeleine". Ao fim da tarde, e apesar das tentativas feitas na Praia da Luz, acabou por nãoser recebido pelos pais da menina, desaparecida há quase dois meses.
"Não é para mim uma teoria. Nestes 45 dias de investigação, tudo me indica que foi "El Francês" quem raptou Madeleine. Trata-se de um pedófilo muito conhecido a nível internacional", sublinhou Toscanho, descrevendo o suspeito como "um indivíduo de 50 anos, 1,70 metros e cabelo claro e curto, que conta com uma grande base logística e nunca actua sozinho". Na perspectiva do repórter do diário El Mundo, o referido pedófilo funciona por contrato e é muito meticuloso. "Ele poderá estar assustado e com dificuldade em entregar Madeleine a quem a encomendou devido a todo o mediatismo em torno do caso. Mas se a comunicação social parar de se referir ao rapto, então a menina nunca mais aparecerá", frisou Toscano, para quem a criança está na Europa.
Já sobre as pistas de Malta, onde dezenas de pessoas dizem ter visto Maddie, e de Marrocos, onde uma turista norueguesa garantiu o mesmo, o jornalista desvalorizou as informações. "São pistas falsas, tal como a carta anónima enviada a um jornal holandês, indicando que o corpo de Madeleine estaria enterrado na zona de Arão, aqui no Algarve. Vinte e quatro horas depois da publicação dessa informação, já eu dizia que também era falsa", referiu. Desconhecido para Toscano é o luso-britânico Robert Murat, o único arguido até agora neste processo.
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