por
FRANCISCO ALMEIDA LEITE
"Os referendos existem em função de decisões políticas que têm que ser tomadas, mas se chegarmos à conclusão de que não são necessários, se as circunstâncias não o exigirem, podemos passar bem sem eles." Quem o diz ao DN é José Matos Correia, antigo chefe de gabinete de José Manuel Durão Barroso no PSD e no Governo. O deputado explica: "Não se sabe ainda o que vai ser o novo tratado da União Europeia, pelo que não percebo como é que se pode exigir um referendo ao que não existe."
Para aquele que foi durante largos anos o braço-direito do actual presidente da Comissão Europeia, "só se houvesse profundíssimas alterações aos tratados da UE é que valia a pena pensar nisso, agora se a opção for pela simplicidade, por um tratado simplificado, não vejo razões para haver referendo".
Matos Correia sustenta até - numa alusão à insistência que o PSD tem tido a favor de um referendo seja a que tipo de tratado for - que "esta é uma questão de bom senso. Não temos nada à frente, não há que tomar nenhuma decisão definitiva".
Posição idêntica assume António Martins da Cruz, o diplomata que Durão Barroso foi buscar em 2002 para a pasta dos Negócios Estrangeiros. O ex-ministro não está com meias-medidas: "Acho que o líder do PSD anda mal aconselhado, não é altura de falar do referendo por razões constitucionais e externas. O Presidente da República e o primeiro-ministro ainda não sabem que tratado vai ser aprovado."
Ao DN, Martins da Cruz recorda que "a adesão, o Tratado de Maastricht ou a adopção do euro não foram referendados". Pelo que, sustenta, "estar, desde já, a exigir um referendo sem se saber o que vai ser o tratado é estar a limitar a margem de manobra da presidência portuguesa, que tem que dirigir os trabalhos da Conferência Intergovernamental que vai aprovar o texto". Para o ex- -MNE, "um país que se amarra a um processo referendário no final do exercício vê o seu espaço reduzi- do para as negociações que vão estabelecer-se. Portugal não pode ter limitações de qualquer espécie".
UE impõe condições para Grécia obter resgate
1500 polícias desistem da farda em três anos
Cinco agências de publicidade na corrida à Galp
Ritmo de reformas na CGA está a abrandar
2011 foi o segundo melhor ano para sapatos portugueses
"Somos portugueses, mas não somos baratinhos"
O homem que recusou saudar os nazis
Príncipe Harry coroado "Top Gun"
Souza no Grémio é desilusão para os adeptos do Vasco
Senhorio obrigado a realojar em caso de obras
Mulher obrigava mãe de 77 anos a viver fechada na garagem
Vila do Conde: Câmara dá tolerância aos funcionários no Carnaval
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Ahmadinejad convida Bento XVI a visitar o Irão
Se Passos não vem à AR "alguma coisa quer esconder"
Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN