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ANA SUSPIRO
O Governo vai ter de reforçar as verbas previstas para os estudos do novo aeroporto de Lisboa para viabilizar a avaliação comparativa entre o campo de tiro de Alcochete e a Ota. O estudo vai ser desenvolvido pelo LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), mas, segundo adiantou ao DN fonte do Ministério das Obras Públicas, quem vai pagar é a Naer, a empresa responsável pelo desenvolvimento do novo aeroporto.
Só que a Naer, que tem sido a promotora de todos os projectos para a Ota, não tem verba prevista para estudar outras localizações. O Estado terá que reforçar as verbas da empresa, admitiu a mesma fonte. Os custos totais irão depender do número de estudos e consultores externos que o LNEC decidir contratar e consultar e que pode envolver entidades especializadas em avaliação ambiental e operação aeronáutica. A Naer tem um orçamento para investimentos em 2007 da ordem dos 16 milhões de euros que se destinam a prosseguir o processo e os concursos relativos apenas à Ota. Este valor é quatro vezes superior ao gasto em 2006 e reflecte a aceleração do projecto. Para financiar o esforço de investimento, a empresa pediu um aumento de capital no valor de 14 milhões de euros.
Hoje, a polémica sobre o novo aeroporto irá animar de novo o debate parlamentar. Será discutido um projecto do CDS-PP que recomenda ao Governo que mande fazer estudos sobre a hipótese "Portela+1". A resolução também propõe a "suspensão imediata" do "processo de construção" da Ota, ao mesmo tempo que defende a constituição na AR de uma comissão de acompanhamento.
O PS prepara-se para chumbar o projecto do CDS. Segundo o líder parlamentar, Alberto Martins, a AR "não deve ter o papel" de "recomendar acções" ao Governo que são da sua "competência específica".
Ontem o ministro Mário Lino disse que a solução Portela+1 "não é uma solução viável", nem económica nem operacionalmente. "Não tenho nenhum estudo que prove o contrário", afirmou. Acrescentou, no entanto, que o Governo "aceita todos os relatórios" e "olhará com atenção para eles, como sempre fez e sobre qualquer opção". | com J.P.H.
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