por
TIAGO PEREIRA
PAULO SPRANGER (imagem)
Todos os vídeos alojados no serviço YouTube serão, em breve, filtrados por um software que identifica a sua origem e o seu proprietário. O objectivo daquele serviço online é proteger os direitos de autor dos conteúdos que apresenta. Este sistema de verificação passará primeiro por uma fase de testes para depois ser posto em prática na sua totalidade.
A tecnologia, desenvolvida pelos engenheiros do YouTube e da sua casa-mãe, o Google, terá como principal objectivo a protecção de vídeos de estações televisivas e estúdios de cinema. O software irá identificar marcas digitais colocadas nos ficheiros pelos próprios proprietários. Se algum vídeo catalogado desta forma for identificado durante o seu upload (quando é carregado online), o proprietário é notificado. Duas hipóteses são, posteriormente, colocadas ao detentor dos direitos de autor: ou remove os conteúdos ilegalmente disponibilizados ou concorda em receber parte das receitas publicitárias do YouTube (que, no final do ano passado, ultrapassavam os cinco milhões de dólares por mês, contas feitas apenas aos anúncios da página inicial (em www.youtube.com).
Os primeiros testes arrancam já em Julho, com a TimeWarner Inc. e a Walt Disney Co. como colaboradoras. No final do ano, e caso os resultados das utilizações experimentais seja positivo, o software é disponibilizado a qualquer proprietário de fichei- ros protegidos por direitos de autor. Em declarações à agência Reuters, Chris Maxcy, da direcção do YouTube, revelou que "esta tecnologia foi desenvolvida com a Time Warner e a Disney em mente, mas outras companhias, cujos nomes não podemos revelar, estarão envolvidas nos mesmos testes".
Este anúncio surge depois de várias acusações contra o YouTube por infracção da lei dos direitos de autor da parte de diferentes entidades. Para estas, a apresentação não autorizada dos seus conteúdos através do YouTube (programas de televisão, documentários, telediscos ou excertos de filmes) funciona como oportunidade de divulgação - que pode levar os internautas a consultar os conteúdos na sua "forma original" - e como ameaça, ao promover a pirataria global, dada a abrangência e a dimensão do YouTube.
Além dos vídeos, o YouTube promete também proteger os ficheiros de áudio que são colocados online através do mesmo sistema. A pressão das editoras multinacionais (e a luta do próprio Google contra o desrespeito dos direitos de autor em todos os serviços da companhia) levou ao desenvolvimento de uma parceria com a Audible Magic, que decorre já desde o início deste ano.|
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