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Investigadores criam método reversível de esterilização

por

ELSA COSTA E SILVA  

A laqueação de trompas, como método definitivo de esterilização das mulheres, pode vir a ser uma operação do passado. Pelo menos esse é o objectivo de um grupo de cientistas espanhóis do Centro de Cirurgia de Mínima Invasão Jesús Usón, de Cáceres, que está a desenvolver um dispositivo intratubário reversível.

Este trabalho, divulgado pelo jornal espanhol El País, só terá os primeiros resultados em 2008. O novo dispositivo visa provocar uma oclusão permanente das trompas de Falópio, mas de uma forma que seja possível retirá-lo, se assim o desejar a mulher. A diferença relativamente aos métodos que já existem no mercado dizem respeito à forma de encaixe e ao tipo de material a utilizar, que é biocompatível com o tecido humano de forma a provocar menos aderências.

O desenho do novo dispositivo permite colocá-lo na mulher recorrendo, por exemplo, a uma histeroscopia (um sistema óptico que se introduz no útero), sem necessidade de uma anestesia. A intervenção durará entre 15 a 30 minutos e no dia seguinte a mulher poderá retomar a sua vida normal.

Actualmente, e de acordo com os dados da Sociedade Espanhola de Contracepção, cerca de 14% das mulheres com mais de 40 anos do país vizinho utilizam a laqueação de trompas como método anticonceptivo permanente. Dados que não existem em Portugal. Segundo José Martinez de Oliveira, presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, não existe uma estatística dos casos de laqueação de trompas efectuadas porque "não existem registos de nível nacional". Contudo, explica a tendência é a para diminuição do recurso a esta cirurgia invasiva que continua, contudo, a ser realizada segundo algumas indicações médicas ou a pedido da mulher. Um dos casos mais frequentes, explica, é a mulher aproveitar a realização de outras cirurgias - como, por exemplo, a última cesariana - para pedir a laqueação de trompas.

No entanto, garante José Martinez de Oliveira, a laqueação de trompas não é muito frequente em Portugal, já que, em matéria de contracepção, existe uma diversidade de ofertas. Uma posição que Carlos Santos Jorge, especialista em Obstetrícia e Ginecologia, também defende: "Com o advento das novas metodologias de contracepção, não há necessidade de um método invasivo". Assim, a laqueação de trompas será, actualmente, "mais uma excepção do que a regra". Mas para o presidente da Sociedade Espanhola de Contracepção, a situação pode mudar com a investigação do grupo de Cáceres, já que, "se se demonstrar a eficácia deste novo dispositivo, mudará o panorama da esterilização".|


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