por
RUTE ARAÚJO
Os centros de saúde poderão vir a ter dentistas para dar resposta aos problemas básicos da saúde oral dos portugueses. No final deste mês, chegará às mãos do ministro da Saúde uma proposta para resolver aquilo que é uma das grandes lacunas do Serviço Nacional de Saúde. Mais de metade dos portugueses (60%) não tem acesso à medicina dentária por falta de dinheiro, já que a quase totalidade dos profissionais trabalham no privado.
O alargamento de serviços prestados nos centros de saúde é uma das apostas para os próximos dois anos da reforma dos cuidados primários, como avançou ontem o seu coordenador Luís Pisco. A saúde oral integra este pacote.
Hoje, os dentistas são praticamente inexistentes quer nos centros de saúde quer nos hospitais públicos. Em centros de saúde, são 20 em todo o país e 18 exercem nos Açores, porque o Governo Regional decidiu apostar na sua contratação. No continente, existem apenas dois - um em Bragança (por um acidente de percurso, a unidade não conseguiu encontrar higienistas dentários e acabou a contratar um dentista) e outro em Castelo de Paiva.
O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, explica que a comissão nomeada em Janeiro pelo ministro Correia de Campos tem a missão de definir uma proposta concreta para alterar a situação. Mas, acrescenta, a ideia é definir um conjunto de serviços básicos de saúde oral e o modelo através do qual eles podem ser prestados. "Não podemos fazer tudo de uma vez, soltar a rolha de repente". No pacote de cuidados básicos não constam "implantes nem branqueamentos", exemplifica.
Apesar de salientar que a resolução deste problema demorará anos, defende que, a partir de agora, a tutela não tem mais desculpas para protelar a situação. Até porque, na assembleia geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), no mês passado, foi firmada, pela primeira vez em 20 anos, uma resolução para que os governos considerem a saúde oral como uma prioridade. O que não é fácil, já que os problemas orais são a quarta patologia mais cara de tratar e a contratação destes profissionais teria custos financeiros elevados. Um argumento que não convence Orlando Monteiro da Silva. "O impacto financeiro de continuar a não fazer nada é muito maior do que se se fizer alguma coisa."
Adele regressa e é uma das favoritas
EU está a fazer "o que é preciso" para "restaurar confiança"
Comboio colide com autocarro de equipa turca
Aborto "foi convertido em método contracetivo"
BE: "É preciso disponibilizar a terra a quem trabalha"
Padres portugueses vencem campeonato europeu
Idosos sobreendividados por ajudar filhos de meia-idade
1500 polícias desistem da farda em três anos
UE impõe condições para Grécia obter resgate
Passos diz que políticos portugueses não são bem pagos
"Somos portugueses, mas não somos baratinhos"
Reajustamento da ajuda não está em cima da mesa
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Se Passos não vem à AR "alguma coisa quer esconder"
Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN