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PJ investiga morte de empresário da construção civil de Pombal

por

PAULA CARMO  

Morte violenta deixou a população de Assafarge em estado de choque

Ficou órfão de pai quando se preparava para ir à última noite da Queima das Fitas. Edgar, dirigente da Associação Académica de Coimbra, perdeu o progenitor, empresário da construção civil, que foi morto com vários tiros na barriga, em circunstâncias que a PJ de Coimbra está a investigar. O autor dos disparos, um padeiro de 68 anos, terá posto termo à vida logo de seguida, com um tiro na cabeça. A morte violenta de dois homens, dentro da padaria de Assafarge, aldeia onde ocorreu o crime, deixou a população em estado de choque.

O empreiteiro Manuel Marques da Costa, de 52 anos, natural de Gatões (Montemor-o-Velho) a residir na Guia (Pombal), deixa viúva e dois filhos, de 22 e 25 anos. O mais novo, estudante do segundo ano de Relações Internacionais e dirigente da academia coimbrã, nem acreditava que tinha perdido o pai em circunstâncias tão dramáticas.

Arménio Amado, de 68 anos, padeiro toda a vida, tinha abandonado a profissão há pouco mais de dois anos. Com problemas de saúde (diabético, ia ser operado na próxima semana aos olhos) e sem laços familiares próximos, via esfumar-se lentamente a sua herança. O DN apurou que ainda esta semana tinha estado a contas com a justiça por causa de dívidas. Os vizinhos reconhecem-lhe a bondade e dizem que estava sempre pronto a ajudar. "Era uma pessoa boa, quando soube fiquei abalada", diz Paula Baptista, lojista de 39 anos, uma das vizinhas do padeiro.

Ainda assim há quem recorde o seu espírito truculento, sempre que as dificuldades financeiras apertavam: "Ele perdeu a riqueza que tinha, era capaz de gastar milhares de euros numa noite de boémia e era um homem doente, ainda há um mês saíra do hospital, e dizia sempre que um dia dava um tiro a alguém", revela Ernesto Santos, 55 anos, proprietário do Café Loureiro. Foi uma empregada do padeiro que, ouvindo barulho no piso inferior, se deparou com o homem agonizante junto aos antigos fornos da padaria, desactivada há dois anos. Estão por apurar as circunstâncias da tragédia, ocorrida nana sexta-feira. Os corpos vão ser autopsiados. Os familiares ainda desconhecem a data dos funerais.


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