por
JOSÉ MANUEL OLIVEIRA
AP-GUSTAVO BOM (imagem)
Quatro dias depois, as autoridades prosseguem as investigações sem conseguir apresentar resultados nem explicar o que está, de facto, a ser feito relativamente à criança inglesa de três anos desaparecida da casa onde os pais passavam férias num aldeamento da Praia da Luz, perto de Lagos. Todas as hipóteses continuam a ser equacionadas, tendo as buscas sido alargadas para um perímetro de 15 quilómetros. A mãe de Madeleine lançou, entretanto, mais um apelo desesperado: "Por favor, devolvam-nos a nossa menina"- suplicou Kate McCann numa curta declaração televisiva.
Para já, apesar da centena e meia de operacionais colocados no terreno, as investigações apenas parecem ter resultado em falsos alarmes. No domingo à tarde, dois inspectores da Polícia Judiciária (PJ) abordaram, na localidade de Odiáxere, próximo de Lagos, uma criança de quatro anos, com olhos azuis e outros traços fisionómicos semelhantes aos de Madeleine, bem como a senhora que a acompanhava. Segundo contaram ao DN, a menina "desatou a chorar com medo. A mulher, tia da criança, não se fazia acompanhar de identificação e, por isso, teve de ir a casa com a PJ para ser ouvida e mostrar os seus documentos pessoais". Afinal, tudo não passou de um equívoco.
Uma mão cheia de nada
Depois de a PJ ter assumido, no sábado, em conferência de imprensa, tratar-se de um rapto, logo foram realizadas as necessárias diligências que culminassem na elaboração de um retrato-robô para distribuir pelas autoridades judiciárias. Um inglês de 35 a 40 anos, com cerca de 1,70 metros, cabelo curto e moreno, residente na zona da Praia da Luz, é uma das pistas que estão a ser seguidas pela PJ, segundo apurou o DN.
Ontem, num encontro com mais um batalhão de jornalistas portugueses e britânicos, pelas 20.00 (após vários adiamentos ao longo do dia) no salão nobre da Câmara Municipal de Portimão, Olegário Sousa, inspector-chefe da Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) da Polícia Judiciária (PJ), pouco ou nada adiantou. Perante questões mais embaraçosas refugiou-se sempre no segredo de justiça. A PJ "não tem elementos para confirmar ou desmentir" que Madeleine ainda está viva. E sobre o cenário da morte, o inspector lembrou apenas que, para tal, "tem de haver corpo".
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