A Junta Metropolitana do Porto (JMP) reiterou ontem que abdica da maioria que detém na Empresa do Metro do Porto se o Governo avançar com a construção das linhas até Gondomar, Laborim (Gaia), Trofa e Boavista . O consenso, no entanto, parece ainda distante.
Para já, o Governo mostra disponibilidade para construir as linhas até Gondomar e Laborim. À espera dos resultados de estudos técnicos ficariam a linha da Boavista (Porto) e a da Trofa, com linha dupla.
Ontem, Rui Rio, na qualidade de presidente da Câmara do Porto, admitiu "adiar a construção da linha da Boavista para depois das eleições autárquicas de 2009", caso o Ministério das Obras Públicas aceite construir os restantes percursos previstos e mantenha a actual estrutura accionista. O autarca quis deixar claro que "não é a linha da Boavista que está a impedir o acordo entre a JMP e o Governo".
Mas o ministério de Mário Lino não parece disposto a desistir do propósito de controlar a Empresa do Metro. Em cima da mesa está a possibilidade de a JMP nomear três accionistas, o Governo outros tantos. O presidente seria nomeado pela Administração Central, com o aval dos autarcas.
A partir de agora, presidente da JMP, Rui Rio, e os vice-presidentes, Guilherme Pinto e Castro Fernandes - presidentes das câmaras de Matosinhos e S. João da Madeira - estão mandatados pelos restantes 11 autarcas para "acertarem com o Governo algumas alterações" que entendem ser necessárias para a celebração de um acordo. A tónica, no final da reunião da JMP de ontem , passou pela possibilidade de ceder em alguns pontos, sem especificar quais, desde que o Executivo de José Sócrates também o faça.
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