por
Helder Robalo
O Governo vai afastar os autarcas da gestão do metro do Porto. Na missiva enviada segunda-feira à Junta Metropolitana do Porto (JMP), o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações defende um conselho de administração "com cinco membros que deverão assumir uma gestão profissional e incompatível com o exercício de outras funções públicas".
A alteração do modelo de governo da Metro do Porto e a definição das novas linhas da rede metropolitana são os pontos mais polémicos da carta, a que o DN teve acesso. O ministério defende uma nova administração constituída por um presidente e dois vogais indicados pelo Governo e outros dois indicados pela JMP.
Polémica é também a criação de um Conselho Estratégico. Aqui seriam englobados os "principais actores do sistema", entre eles "um representante da Junta Metropolitana do Porto e representantes dos municípios de implementação da rede de Metro". Os autarcas contactados pelo DN entendem que, com esta decisão, o ministério pretende "relegar os autarcas para o nível dos técnicos". Mas o Governo não fecha o diálogo nesta matéria.
Novos investimentos
Quanto à extensão da rede, o Governo remete para o segundo semestre de 2009 a realização de obras. O ministério reafirma a necessidade de se proceder à reavaliação das linhas da Boavista e da Trofa. No caso desta última, o ministério defende que a duplicação "não encontra justificação nos valores da procura", mas em aspectos relacionados "com o aumento da segurança" e a introdução de serviços expresso que garantam tempos de percurso competitivos. Assim, Mário Lino quer que se realize um estudo que conclua, "até ao final de Agosto de 2007 pela necessidade da duplicação da via".
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