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TGV bate recorde sobre carris ao atingir 574,8 km/hora

por

Leonor Matias

Direitos reservados (imagem)  

O protótipo V150, desenvolvido pelos franceses da Alstom, bateu ontem às 12.16 o recorde mundial de velocidade sobre carris ao atingir 574,8 quilómetros por hora. O anterior recorde atingido por um comboio sobre carris remontava a 1990, quando a primeira geração do TGV(Train à Grande Vitesse) atingiu 515 km/hora. O protótipo, desenvolvido na fábrica de La Rochelle, incorpora componentes que irão fazer parte do novo modelo AGV, que a Alstom pretende apresentar no concurso para a linha de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, que deverá entrar em funcionamento em 2013. A velocidade comercial do AGV, que ainda se encontra em desenvolvimento, está fixada em 350 km/hora e o primeiro comboio deverá entrar em operações em 2009.

O recorde foi atingido ao quilómetro 191 da nova linha de alta velocidade Paris/Estrasburgo, que será inaugurada a 10 de Junho. O teste recebeu o nome de código V150,aludindo aos 150 metros por segundo que se pretendia atingir. A viagem realizada pelo V150 ultrapassou as expectativas dos técnicos, cujas previsões apontavam para uma velocidade de 540 km/hora.

O comboio é o resultado de uma parceria entre a Alstom, a Sociedade Nacional de Caminhos de Ferro (SNCF) e a Rede Ferroviária de França (RFF) em que cada uma das parcerias investiu 30 milhões de euros. O protótipo ontem apresentado a nível mundial é o resultado de 14 meses de trabalho, em que estiveram envolvidos 300 engenheiros e técnicos. Desde 15 de Janeiro que foram realizadas 40 marchas de ensaios, tendo sido atingidas velocidades superiores a 450 km/hora, representando 200 horas de testes e 3200 km percorridos.

O AGV - que vai receber algumas das peças ontem testadas e pode atingir as onze carruagens - apresenta uma capacidade standard de 458 passageiros, podendo atingir um máximo de 510 passageiros. Com este modelo de alta velocidade, a Alstom pretende regressar à liderança do sector ferroviário, que pertence actualmente aos canadianos da Bombardier com uma quota de 21% do mercado. Os franceses detêm uma quota de 18%. A Siemens ocupa a terceira posição, com 17% do mercado.


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