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Alto Minho de olhos postos no TGV que ligará Galiza a Madrid

por

Paulo Julião, em Viana do Castelo

Leonardo Negrão (imagem)  

Enquanto em Portugal ainda se discutem traçados, o Alto Minho já está de olhos postos no TGV espanhol que, dentro de cinco anos, ficará a trinta minutos de alguns concelhos, como é caso de Ponte da Barca, e com acesso à rede europeia. Perante o atraso português, já se reclamam investimentos que permitam tirar partido da proximidade à Espanha.

"A estação mais próxima do TGV galego vai ficar a poucos quilómetros daqui. Em Portugal mal sabemos se vai ficar no Porto e quando. Nós, neste momento, sabemos que estará em Celanova dentro de cinco anos, a meia-hora de distância", afirmou ao DN o autarca de Ponte da Barca, Vassalo Abreu. O socialista lembra que através da Estrada Nacional 304-1, concelhos como Ponte da Barca e Arcos de Valdevez distam pouco mais de 30 quilómetros da paragem galega do comboio de alta velocidade. No entanto, trata-se de uma estrada que, através do Lindoso e até à fronteira da Madalena, cruza o Parque Nacional da Peneda- -Gerês, com os naturais constrangimentos e dificuldades.

Há muito que os autarcas locais reclamam o prolongamento do IC28 (auto-estrada entre Ponte da Barca e Ponte de Lima) até à fronteira com a Galiza, investimento que com a proximidade do TGV ganha um novo alento. "É preciso que quem decide comece a olhar para esta região de forma diferente. Necessitamos de uma mais rápida ligação a Espanha", reclama o autarca, lembrando a realidade que será ter acesso, através da rede Ourense-Madrid, ao panorama europeu do transporte por alta velocidade. Mesmo antes da maior parte dos municípios portugueses.

As autoridades espanholas estimam que dentro de menos de cinco anos a ligação ferroviária por comboio de alta velocidade, ligando Ourense/Celanova - no interior daquela região autónoma - a Madrid esteja concluída. Admite-se que, de seguida, avance a construção da restante ligação até Vigo, já na costa, até Santiago de Compostela. Esta ligaria à futura rede a construir desde o Porto, a qual o Governo português aponta, na melhor das hipóteses, o arranque da construção da obra apenas para 2009 e conclusão em 2015.


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