por
Rudolfo Rebêlo
Leonardo Negrão (imagem)
Portugal foi o país da Zona Euro que mais aumentou os impostos entre 1995 e 2005 e está entre as nações que mais subiram a carga fiscal nos últimos cinco anos. Ainda assim está abaixo da média europeia, já que os países mais ricos tendem a tributar mais os cidadãos. Pelo contrário, os países do Leste, apontados como adversários de Portugal na luta pelo investimento estrangeiro, praticam taxas tributárias mais baixas e estão a reduzir o esforço fiscal pedido às empresas.
As contas são fáceis de fazer. Em dez anos - entre 1995 e 2005 - a carga fiscal, incluindo as contribuições sociais, sobre a economia portuguesa, cidadãos e empresas, aumentou 11%. Curiosidade, o grosso da subida dos impostos decidiu-se entre 1995 e 2000, de acordo com os dados ontem divulgados pelo Eurostat, o gabinete de estatísticas da Comissão Europeia.
A meio da década passada, 32,7% da riqueza gerada no País (PIB) era absorvida por impostos sobre os lucros, destinada a alimentar a máquina do Estado, principalmente o consumo público - os salários dos funcionários e compras à economia -, bem como o investimento. Em 2000, já os portugueses, em impostos directos e indirectos e em descontos para a Segurança Social, liquidavam ao Estado o equivalente a 35,2% do PIB.
Em cinco anos, desde o início do século até 2005, o peso tributário sobre os contribuintes aumentou 1,1 pontos percentuais, estacionando nos 36,3% da riqueza gerada pelo País. As razões próximas para a expansão fiscal são conhecidas: a pressão das despesas orçamentais obrigou os sucessivos governos a corrigirem a trajectória do défice, in- jectando mais receitas. Em 2005, o último ano referenciado pelo paper da Comissão, o actual Executivo aumentou em dois pontos percentuais o IVA - de 19% para 21%.
Outros impostos, sobre os rendimentos e produção, também subiram. Apesar disto, a carga fiscal está abaixo da média da UE a 27 e da Área Euro.
Centro de genética integrado no Centro Hospitalar do Porto
Transporte de mercadorias com descontos até 25%
E os nomeados são...
Adele regressa e é uma das favoritas
EU está a fazer "o que é preciso" para "restaurar confiança"
Comboio colide com autocarro de equipa turca
Idosos sobreendividados por ajudar filhos de meia-idade
1500 polícias desistem da farda em três anos
UE impõe condições para Grécia obter resgate
Passos diz que políticos portugueses não são bem pagos
"Somos portugueses, mas não somos baratinhos"
Reajustamento da ajuda não está em cima da mesa
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Se Passos não vem à AR "alguma coisa quer esconder"
Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN