por
Pedro Correia
No mesmo dia em que se reuniu com um "preocupado" José Sócrates para analisar a escalada de protestos contra o encerramento de serviços hospitalares de urgência a nível nacional, o ministro da Saúde, Correia de Campos, fechou negociações para a celebração de protocolos com os presidentes de seis municípios afectados. O protocolo, ontem assinado em Lisboa, deixou os seis autarcas "muito satisfeitos", conforme confessaram aos jornalistas. E parecem ter boas razões para isso: não só as urgências não encerram em Cantanhede, Espinho, Fafe, Macedo de Cavaleiros, Montijo e Santo Tirso como o Ministério da Saúde acaba de dar ainda mais garantias do que os autarcas esperavam à partida: além de se manterem as urgências, ampliam-se os horários de funcionamento dos centros de saúde e colocam-se viaturas especializadas em atendimento urgente à disposição dos municípios.
Em declarações ao DN, Correia de Campos confirmou ter estado reunido com o primeiro-ministro, entre o meio-dia e as 13 horas de sexta-feira, para debater a questão dos protestos, admitindo que o assunto "preocupa genericamente" não só José Sócrates como a ele próprio. Mas o ministro desmentiu que o chefe do Governo tenha assumido directamente o controlo da situação, como ontem noticiava o Público: "Estou tranquilo. A questão da confiança política não se põe."
Segundo apurou o DN, o conteúdo dos protocolos foi praticamente negociado em cerca de 24 horas, entre as noites de quinta e sexta-feira. "Só cerca das 23.30 [de sexta] chegámos a um consenso", revelou o presidente da Câmara de Cantanhede, João Moura - um dos dois sociais-democratas que selaram o acordo com Correia de Campos. O outro foi Beraldino Pinto, de Macedo de Cavaleiros. Entre os subscritores dos protocolos incluem-se dois membros da Comissão Política do PS: Amélia Antunes (Montijo) e Castro Fernandes (Santo Tirso). Um terceiro município deste lote, o de Espinho, também é presidido por um membro da Comissão Política "rosa" - José Mota, que se fez representar na cerimónia de ontem pelo vice-presidente.
"Nas próximas semanas e meses continuaremos com disponibilidade permanente", disse Correia de Campos, sublinhando estar "sempre receptivo" a escutar os autarcas dos concelhos incluídos no plano de encerramento das urgências hospitalares. Já no dia 2, o titular da pasta da Saúde recebe em audiência os autarcas do Alto Tâmega, designadamente os presidentes das câmaras de Chaves e Vila Pouca de Aguiar, também abrangidos naquele plano, que tem suscitado protestos generalizados. "Se receberem as mesmas garantias que nós, também eles chegarão a acordo com o Governo", vaticinou um dos autarcas que ontem puderam cantar vitória em Lisboa.
Assaltos a ourivesarias enquanto se estuda fenómeno
Trabalhadores admitem regressar ao trabalho na 2.ª feira
Greve geral em resposta a novo plano de resgate
Assunção Esteves destaca diminuição do aborto clandestino
"Vergonhoso" não haver taxa para aborto recorrente
PSD e CDS afastam hispótese de revisão da lei do aborto
Idosos sobreendividados por ajudar filhos de meia-idade
1500 polícias desistem da farda em três anos
UE impõe condições para Grécia obter resgate
"Somos portugueses, mas não somos baratinhos"
Seguro exige explicações de Passos sobre ajuda externa
Reajustamento da ajuda não está em cima da mesa
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Ahmadinejad convida Bento XVI a visitar o Irão
Se Passos não vem à AR "alguma coisa quer esconder"
Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN