por
Cátia Almeida
Rui Coutinho (Imagem)
A Scottish & Newcastle, multinacional que controla a Central de Cervejas e Bebidas, vai colocar este ano a Sagres Bohemia e a água Luso no mercado inglês, considerando que estes são produtos premium com elevado potencial naquele país, afirmou ao DN o presidente da empresa portuguesa, Alberto da Ponte. Paralelamente, a Central de Cervejas está a preparar a exportação da água Luso Formas para a América do Sul e Europa de Leste, que será iniciada no segundo semestre deste ano.
Para ajustar a capacidade de produção às necessidades, a empresa investiu dois milhões de euros no ano passado e vai investir mais dois milhões este ano nas fábricas. A Luso Fresh (água com sabores) já começou a ser exportada, mas deverá alargar o número de mercados este ano. "Esperamos crescer as exportações, em 2007, a dois dígitos", revelou Alberto da Ponte. As vendas no exterior representam actualmente 12% das cervejas e 5% das águas (em volume). Com um crescimento de 19,5% da facturação, para os 539 milhões de euros, a Central de Cervejas obteve resultados que agradaram à Scottish & Newcastle. Nos três anos em que Alberto da Ponte esteve à frente da empresa portuguesa, o EBITDA cresceu 33%, situando-se actualmente nos 84 milhões de euros. No mesmo período, as vendas líquidas subiram de 247 milhões de euros para 289 milhões, mais 17%. Este ano, a Central de Cervejas espera crescer 5% neste último indicador.
O gestor afirmou que enquanto a empresa apresentar bons desempenhos, o centro de decisão vai manter-se em Portugal. A dois meses de terminar o seu mandato, Alberto da Ponte já teve a confirmação do accionista que vai ser reconduzido por mais três anos.
A performance da Central de Cervejas foi, de resto, elogiada pela Scottish & Newcastle no relatório de apresentação de resultados. A multinacional destacou a inovação da empresa portuguesa ao lançar a Sagres Bohemia, um conceito que pretende implementar na Bélgica, com a marca Grimbergen.
Em ternos de quotas de mercado, a Cerveja Sagres subiu 2,8 pontos percentuais para os 40,9%, enquanto a água do Luso passou de 13,2% para 15,2%. Para este ano, a Central de Cervejas e Bebidas espera crescimentos mais "brandos". De acordo com os dados apresentados ontem pela empresa, baseados na informação da AC Nielsen, o mercado de cervejas em Portugal cresceu 8,2% em valor. Com base na mesma fonte, a Central reclama um crescimento de 13,7% para uma quota, acumulada, de 43,2% (total das cervejas). A marca Sagres, no total acumulado de Janeiro a Novembro de 2006, obteve uma subida de 2,8 pontos percentuais, face aos primeiros 11 meses de 2005, para 40,9%.
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