por
Francisco Mangas
As duas associações de editores e livreiros desconhecem qual o local que irá acolher a Feira do Livro do Porto em 2008. A proposta de deslocar o evento para a Avenida dos Aliados, avançada pela autarquia, não agrada às editoras. "Está tudo em aberto", até a possibilidade dos livros atravessarem o rio para a outra margem.
O Palácio de Cristal acolhe, de 24 de Maio a 10 de Junho, pela última vez a Feira do Livro. Este equipamento camarário - que há anos abre portas à festa da palavra - vai entrar em obras e a realização do evento, no futuro, fica inviabilizada. Carlos da Veiga Ferreira, presidente da União dos Editores Portugueses (UEP), diz que a alternativa, para a edição de 2008, proposta pela câmara não é aceitável.
Na Avenida dos Aliados, requalificada por um projecto de Álvaro Siza e Souto Moura, a feira é ao ar livre e isso implica custos "elevados": os editores terão de gastar "cerca de 7500 euros" na compra d os expositores. "Se a autarquia não ceder esse equipamento, recusamos os Aliados", diz o presidente da UEP.
Carlos da Veiga Ferreira lembra que, em Lisboa, a autarquia oferece o terreno para a feira, a segurança e serviço de limpeza do recinto, colabora na promoção da iniciativa e, ainda, atribui um subsídio de "cem mil euros" à UEP e outro, no mesmo montante, à Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL). No Porto, este ano, a cedência do Palácio Cristal "é o único apoio" da autarquia .
Francisco Madruga, da direcção da APEL e responsável pela organização da feira no Porto, também reconhece que a Avenida dos Aliados "traz custos adicionais". A "rentabilidade, no Porto, é problemática: alguns editores estão presentes apenas por uma questão de imagem".
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