por
Sérgio Aníbal
A taxa de inflação é o indicador estatístico em que as pessoas menos confiam. Seja qual for o ponto do globo e por muito credível que seja a entidade responsável pelas estatísticas, é difícil para grande parte da população aceitar que os preços apenas cresceram aquilo que o indicador oficial diz.
Portugal não é excepção. O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou recentemente que a taxa de inflação média durante o ano passado se cifrou em 3,1%, um valor que fica acima dos aumentos salariais na função pública, mas abaixo da evolução dos salários do sector privado medidos com base nas contribuições para a Segurança Social. Esta reduzida diferença entre salários e inflação parece surgir em contradição com o que é a sensação geralmente aceite de agravamento do custo de vida em Portugal durante o último ano. Existem várias razões para esta diferença entre o indicador de inflação e a percepção de variação dos preços que as pessoas têm. Mas uma das explicações está na forma como a própria taxa de inflação é calculada.
O INE tenta captar, como não podia deixar de ser, a evolução dos preços de um cabaz de produtos que corresponda, em média, aos hábitos de consumo de toda a população portuguesa. No actual Índice de Preços no Consumidor (IPC), por exemplo, assume-se que o português médio gasta 6,7% do seu orçamento em vestuário e calçado, 20,3% em transportes e 3,1% em bebidas alcoólicas e tabaco. Não é difícil concluir que muitos portugueses têm hábitos de consumo bastante diferentes destes valores médios e que, por isso, são afectados por uma "taxa de inflação pessoal" diversa da oficial.
Algumas simulações, calculando as taxas de inflação para padrões de consumo que fujam do que é a média, permitem perceber, muito rapidamente, que existem partes da população que estão a suportar uma variação de preços bastante mais acentuada do que a média. E outros casos, em que padrões de consumo que dão um maior peso a produtos com variações de preços moderadas acabam por gerar "taxas de inflação pessoais" bastante mais baixas.
Tendo em conta o que foi a evolução dos preços durante o ano de 2006, uma pessoa que tenha dado no seu orçamento uma maior prioridade a a bens como o tabaco, as bebidas alcoólicas, a gasolina ou a educação sofreu bastante mais do que a média com as subidas de preços registadas. É que nestes produtos as pressões inflacionistas fizeram-se sentir de forma muito mais acentuada, quer por via de agravamentos fiscais, quer pelo simples funcionamento do mercado. Entre os menos afectados pela inflação, estão aqueles que têm a sorte e podem assumir a opção de consumir em maiores quantidades produtos com uma evolução benigna dos preços, como é o caso das comunicações (com destaque para os telemóveis), o vestuário e calçado ou os bens ligados ao lazer, recreação e cultura.
Três distritos em alerta laranja devido ao frio
Secretas: Plenário decide hoje sobre recurso do PCP
BE: "Inadmissível" ausência de limite em salários da EMPORDEF
Idosos sobreendividados por ajudar filhos de meia-idade
UE impõe condições para Grécia obter resgate
1500 polícias desistem da farda em três anos
Alemanha pronta para flexibilizar plano português
Meo permite ao cliente criar o seu canal de TV
Zebras têm riscas pretas e brancas para afastar as moscas
Feira do sexo quer ser "mais didática"
Carnaval é "batalha perdida para o Governo", diz Marcelo
Dados europeus desmentem subida de abortos em Portugal
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Ahmadinejad convida Bento XVI a visitar o Irão
Se Passos não vem à AR "alguma coisa quer esconder"
Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN