por
Cátia Almeida
Depois de ter a área do investimento "organizada", Basílio Horta definiu agora como grande prioridade o apoio à internacionalização das Pequenas e Médias Empresas (PME). O presidente da Agência Portuguesa para o Investimento (API) afirma que quer participar no processo de valorização das PME, que "não estão na sua maioria preparadas" para aquele desafio.
Basílio Horta defendeu ontem a definição de políticas públicas viradas para a formação naquelas empresas. "O apoio à internacionalização das PME, através do capital de risco, é outra das vias que vai ser seguida", disse o presidente da API, num almoço-debate promovido pela Associação Comercial de Lisboa/Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (ACL-CCIP).
Questionado sobre quais os sectores a que tenciona dar mais apoios, Basílio Horta destacou as "tecnologias de informação, componentes, empresas de média tecnologia e os serviços", apesar de ser possível aceitar projectos de outros sectores de actividade. Em alguns mercados, como a China ou a Índia, "a internacionalização obriga a uma grande reorganização da oferta", sendo desejável e benéfico que as empresas se unam.
O futuro presidente da AICEP (que resultará da fusão entre a API e o ICEP), considera que existem 12 mercados-alvo para as exportações e internacionalização da economia portuguesa: cinco na Europa (Espanha, França, Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha), outros tantos nos países emergentes (Índia, Rússia, China, Singapura e Emirados Árabes Unidos) e dois nos países lusófonos (Angola e Brasil).
Também o presidente da Associação Comercial de Lisboa, Bruno Bobone, defendeu a internacionalização das PME, disponibilizando-se para apoiar Basílio Horta neste processo.
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