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Desabamento em São Paulo terá provocado oito vítimas

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Sónia Morais Santos  

As imagens parecem saídas de um cenário de guerra. Mas a cratera de cerca de 80 metros de diâmetro e 30 metros de altura que se abriu em São Paulo não foi provocada por mortíferos engenhos explosivos. Ainda estão por explicar as razões que levaram ao gigantesco aluimento de terras que teve lugar na sexta-feira, nas obras de construção de um ramal do metropolitano, mas tudo aponta para as fortes chuvadas que fustigam a cidade há já várias semanas.

O Corpo de Bombeiros procura oito pessoas que foram dadas como desaparecidas, entre elas Wescley Adriano da Silva, de 22 anos, que seguia dentro de uma carrinha, com outros três passageiros. Os ocupantes do veículo ainda terão tentado comunicar via rádio. Segundo parentes dos passageiros, a última palavra escutada no transmissor terá sido "Socorro". A mulher de Wescley, Thaís Ferreira Gomes, de 20 anos, está grávida de oito meses e não arreda pé do local: "A situação é grave, estou pedindo para Deus me ajudar. Só Ele pode fazer alguma coisa", desabafou ao jornal Folha de S. Paulo.

Enquanto os familiares rezam, os bombeiros fazem tudo para encontrar gente com vida. No começo da tarde de ontem, conseguiram içar um camião dos escombros, mas ainda não havia sinais dos desaparecidos.

Com o desabamento, romperam-se vários cabos eléctricos e cerca de quatro quarteirões - 120 imóveis - também estão sem água. Segundo a Defesa Civil, 55 imóveis estão interditados devido ao risco de novos desabamentos e um deles terá mesmo de ser demolido, porque ficou muito danificado. No total, 132 desalojados estão hospedados em hotéis reservados em nome do Metro, e outros preferiram ficar em casa de parentes e amigos. Os imóveis só ficarão fora de perigo quando se conseguir retirar um guindaste de cerca de 50 metros de altura e 50 toneladas, que está pendurado na margem da cratera e ameaça cair.

Os familiares dos desaparecidos já vieram reclamar da falta de informação e de assistência por parte da prefeitura e do governo do estado. Mas o prefeito, Gilberto Kassab, afirmou estar a prestar o apoio possível. E acrescentou: "Esperamos não ter confirmação de vítimas. Mas o nosso pessoal estará pronto para apoiar parentes de eventuais vítimas." Thaís Ferreira Gomes nem quer ouvir falar em vítimas. O bebé, Cauã, deve nascer nas próximas três semanas e a mãe já só pensa em ver sair o marido, ileso, de dentro das entranhas da terra.


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