por
Filomena Naves*
em Bruxelas
Envolveu já mais de 1,5 milhões de estudantes em toda a Europa (o que corresponde a 1% da população universitária europeia), estabeleceu corredores de mobilidade entre os países, mexeu com as inflexibilidades e o imobilismo das universidades - nomeadamente a nível curricular - e por isso serviu de rampa de lançamento à Declaração de Bolonha, que hoje harmoniza currículos e créditos das universidades de 45 países europeus. O Erasmus ganhou uma dimensão cultural e social, com impacto nas famílias, instituições e comunidades, que vai muito além do seus objectivos académicos.
Foi aquele currículo vencedor em toda linha que a Comissão Europeia quis sublinhar esta semana, em Bruxelas, ao lançar as celebrações dos 20 anos do programa Erasmus, que se assinalam em 2007 (durante a presidência portuguesa da União Europeia, no segundo semestre).
Com as linhas de acção e respectivos financiamentos já aprovados e definidos, fica também a certeza de que nos próximos anos, o programa será reforçado. De mil milhões de euros nos últimos seis anos, o Erasmus passa a ter o triplo da verba para o período 2007-2013.
Já a partir de 2007, o mínimo de 140 euros por mês, que cada estudante Erasmus tem recebido até agora, deverá passar para 200 euros, de acordo com a expectativa do comissário europeu para a Educação e Cultura, Jan Figel.
Duplicar o número de estudantes Erasmus - de 1,5 milhões agora, para um total de 3 milhões no final de 2012 - é outra das metas assumidas pela Comissão.
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