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Queixa de empreiteiro desvalorizada por Rui Rio

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Alfredo Teixeira  

"A nossa relação com os empreiteiros não é tão próxima como no passado. No passado, o PS e os empreiteiros entendiam-se melhor." Foi desta forma que o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, reagiu à acção interposta contra a Empresa Municipal de Gestão de Obras Públicas (GOP) pela Sociedade Domingos da Silva Teixeira, que reclama o pagamento de 1,9 milhões de euros pelas obras executadas na requalificação parcial da Avenida da Boavista.

O autarca desvaloriza assim o processo que se encontra pendente no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto e que ontem foi divulgado pelo Jornal de Notícias. "É uma das muitas acções colocadas contra a câmara, devido essencialmente ao não cumprimento de prazos", explicou ao DN fonte do gabinete do presidente, que recusa qualquer relação deste caso com a necessidade daquela obra, iniciada em Fevereiro de 2005 e concluída em Junho desse ano, para a realização do Grande Prémio da Boavista de Fórmula 1.

Na reunião do executivo de ontem e depois de confrontar a maioria PSD-CDS/PP sobre o assunto, a oposição não gostou das parcas explicações prestadas por Rui Rio. "O único empreiteiro com quem tenho intimidade é o que fez a minha casa. Essas são bocas a despropósito e que apoucam o debate democrático", respondeu o vereador socialista Manuel Pizarro.

A autarquia recorda que esta obra surgiu como uma oportunidade de requalificar a avenida, aproveitando-se a construção da futura linha de metro da Boavista. O traçado, que ligaria a Casa da Música a Matosinhos, estava na altura para aprovação do Governo. Nesse sentido, a Empresa do Metro antecipou--se à aprovação e realizou a obra, que, no total, custou 4,9 milhões de euros. A comparticipação da câmara foi de 1,1 milhões de euros e já este ano o município seria reembolsado pela Metro dos 3,8 milhões restantes.

Relativamente aos 1,9 milhões de euros agora reclamados pela Domingos da Silva Teixeira, tanto a autarquia como a empresa recusam explicar o motivo de tal verba, mas tudo indica que a acção em tribunal se deve ao facto de o custo da obra ter excedido o montante contratualizado e os prazos não terem sido cumpridos.


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