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Centro Materno-Infantil definitivamente abandonado

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Alfredo Teixeira  

A decisão parece estar já tomada. O Porto e a região Norte não serão dotados de um novo hospital pediátrico. Com a extinção do centenário Maria Pia, os serviços serão espalhados pelas restantes unidades de saúde da cidade. Desta forma, o Governo coloca um ponto final num processo com mais de duas décadas e que previa a construção de raiz de um novo hospital, o denominado Centro Materno-Infantil do Norte.

Este é um novo retrocesso, num projecto marcado por vários avanços e recuso, que não agrada aos clínicos do Hospital Maria Pia e que contestam o facto da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS) "se ter furtado a expor aquilo que são os seus objectivos, não sendo isso correcto". Fernando Pereira, médico da unidade pediátrica, exige uma explicação para a nova decisão e adianta que vários clínicos estão já a preparar "acções de sensibilização da opinião pública junto dos órgão de Comunicação Social e dos vários partidos políticos da oposição".

Para Fernando Pereira, "o actual ministro da Saúde que tanto criticou o seu antecessor, Luís Filipe Pereira por defender a instalação do Centro Materno junto ao Hospital de S. João, contrariando o projecto inicial, está agora a fazer a mesma coisa". O certo é que muita coisa mudou desde 2001, altura em que "ficou amadurecido" o projecto que previa a instalação do Centro Materno junto à Maternidade Júlio Dinis.

Recorde-se que, para a construção do novo hospital, um bairro social chegou a ser demolido. Perante o volte-face do antigo ministro da Saúde Luís Filipe Pereira, o presidente da Câmara do Porto exigiu de volta os terrenos e ali construiu um novo complexo habitacional para as famílias desalojadas.

Quando o actual Governo retoma o processo de construir o hospital junto à maternidade depara com a falta de espaço. "Com a edificação do novo Bairro de Parceria e Antunes deixaram de haver terrenos disponíveis", refere Fernando Pereira que integrou a comissão executiva criada por despacho ministerial para acompanhar o processo. Na primeira reunião realizada em Abril deste ano, o problema foi levantado, com a ARS a concluir que o actual edifício da maternidade também não assegura condições para receber os serviços do Maria Pia.


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