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Bar/discoteca de 'top' europeu promete reanimar noite da Baixa

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Marcos Cruz  

Na rentrée dos espaços nocturnos do Porto, Pitch é o nome de uma novidade entusiasmante. Bar/discoteca apontado a pessoas que valorizam a música como motivo principal para sair à noite, abre a 7 de Setembro na Rua Passos Manuel, junto ao Ateneu Comercial do Porto. É uma promessa de novo fôlego na revitalização daquela zona da Baixa.

Com uma área útil de 200 metros quadrados, terá, de início, dois pisos a funcionar: no rés-do-chão ficará a discoteca, ao estilo de clubs londrinos como o Fabric ou o Plastic People, com uma pista para 150 pessoas; no andar de cima estará o bar, igualmente munido de cabine de DJ, por forma a que a programação musical possa ser autónoma.

A música é mesmo a pedra de toque do Pitch, gerido por Pedro Tenreiro e João Cari, sócios na Groob, agência de DJ e promotora de eventos. Daí que a "prata da casa" vá alimentar uma parte das residências atrás dos pratos: Marcos Tavares, Francisco Coelho, Pedro Centeno, Jack Zen, Tenreiro e Cari serão presenças assíduas; nas sessões mensais fixas evoluirão Dinis e Nuno Forte (Pressure Force), 7 Magníficos, Maria Gambina e, ao abrigo do Club de Funk, que a dupla da Groob já havia "testado" este ano nos Maus Hábitos, seis dos maiores DJ britânicos do género: Keb Darge (coleccionador imbatível, godfather of deep funk), Ian Wright (responsável pelas compilações Sister Funk), Gerald (patrão da Jazzman Records), Fryer, Snowboy e James Trouble.

A inauguração, dia 7, far-se-á ao som dos Idjut Boys, dupla inglesa cujos sets eclécticos (house, disco, dub, funk, jazz) não deixam ninguém parado; na noite seguinte, é Rui Vargas quem segura o leme; e a 8, sábado, outra visita de luxo: Trevor Jackson, fundador da editora Output (Four Tet, MU, LCD Soundsystem, The Raptures, etc.) e autor do projecto Playgroup. Ainda em Setembro, dia 23, merece destaque a vinda de Greg Wilson, figura central do movimento electro-funk, no início dos anos 80.

As condições acústicas são de top, como sublinha Tenreiro: "O chão, as paredes e o tecto foram tratados segundo um projecto que, pelo que sei, é mais pormenorizado que o de qualquer sala da Casa da Música". E não se esgotam aqui os motivos de orgulho. "O Pitch cumpre tudo o que a legislação exige, a todos os níveis", diz.


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